domingo, 14 de fevereiro de 2016

Eleições nos Correios e no Postalis

Teremos a ocorrência quase simultânea de algumas eleições na Empresa, neste primeiro semestre de 2016, conforme detalhado a seguir: 

- Postalis - Diretor Administrativo Financeiro / prévias da ADCAP - de acordo com o cronograma divulgado pela ADCAP, a votação das prévias ocorrerá no período de 29/02 a 04/03; o POSTALIS ainda divulgará quando ocorrerão as votações oficiais ditas para este cargo;

- ADCAP - diretoria nacional - as eleições ocorrerão no período de 22 a 29/04, conforme divulgado no site da associação;

- Conselho de Administração dos Correios - a comissão eleitoral deverá divulgar nos próximos dias o cronograma das eleições.

Aos colegas que nos têm perguntado sobre nossa participação nesses pleitos, temos informado que não participaremos das eleições para a Diretoria do Postalis e nem para a Diretoria Nacional da ADCAP. Participaremos apenas das eleições para o Conselho de Administração, buscando nossa reeleição.

Liderança e Gestão

Quando publiquei recentemente uma postagem no blog sobre a atual situação econômica da Empresa, recebi algumas mensagens de colegas ponderando que faltou abordar os problemas de liderança e de gestão nos Correios. Informei aos colegas que o objetivo da matéria era oferecer, de forma concisa e clara, uma rápida visão sobre a situação econômica dos Correios, apontando os principais fatores externos que influenciaram na configuração desse quadro e que, noutra oportunidade, trataria dessa questão da influência da liderança e da gestão nos resultados da Empresa. É isso que tentarei fazer nesta postagem.

De fato, não podemos atribuir totalmente a situação da Empresa aos fatores externos tratados em nossa postagem anterior (
Uma grande e vigorosa empresa ), apesar de a soma dos impactos daqueles fatores corresponder praticamente ao resultado financeiro negativo que a Empresa deverá registrar em 2015. Com adequados processos de gestão e de liderança, certamente tais impactos poderiam ter sido minimizados.

Nos últimos anos, infelizmente, a Empresa passou por um processo de desaprendizado organizacional muito sério, em que não só sua cultura, mas até mesmo os valores integrantes de sua identidade corporativa foram sistematicamente violados, principalmente com os objetivos de acomodar indicações políticas para funções de chefia e de abrir oportunidades nos Correios para pessoas de fora do quadro próprio.

Ao tratar politicamente a ocupação das funções, de forma ampla e disseminada, e trazer pessoas de fora para ocupar elevadas funções na administração central da Empresa, a Diretoria, capitaneada pela Vice-Presidência de Gestão de Pessoas (que deveria fazer exatamente o contrário, cuidando da preservação dos valores da Empresa e da lei), enfraqueceu a estrutura de liderança e comprometeu a gestão. Chefias deixaram de ser selecionadas por critérios técnicos e meritocráticos. Os processos de seleção e de treinamento técnico praticamente deixaram de existir, apesar de a Empresa ter em sua estrutura uma Universidade Corporativa. E o despreparo das pessoas politicamente indicadas foi potencializado pela falta de formação posterior à designação.

O resultado disso tudo é o que chamo de "desaprendizado organizacional", um estado de coisas no ambiente empresarial que demandará um enfrentamento muito sério para ser corrigido. Será necessário resgatar os valores da Empresa, notadamente a meritocracia, com a revisão dos atalhos e das possibilidades de exceções que a direção anterior aqui deixou, disseminados nas normas da área de gestão de pessoas.

A direção que chega precisa compreender e corrigir esse quadro se quiser ter nos Correios um ambiente organizacional produtivo, saudável e aderente ao previsto em sua identidade corporativa.

Os colegas que se preocupam com as questões da liderança e da gestão na Empresa estão, portanto, cobertos de razão. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Equacionamento do Plano BD do Postalis

Nas próximas semanas, as direções do Postalis e dos Correios terão que aprovar o plano de equacionamento do plano BD. Muitos colegas nos têm perguntado a respeito, apesar de, em geral, saberem que não atuamos diretamente no Postalis, mas sim no conselho de administração dos Correios. Nesta matéria, procuraremos, então, comentar como enxergamos hoje a questão do equacionamento do plano BD.

O plano BD está desequilibrado, como todos sabem, demandando um aporte de recursos que, em números de 2014, chegava a cerca de R$ 5,7 bilhões, valor que terá que ser recalculado agora mantendo-se a data de referência (dez/2014), mas corrigindo-se os respectivos valores, conforme cálculos atuariais.

No montante a ser equacionado, podem ser destacadas três parcelas distintas, para melhor entender a situação do fundo (valores de 2014):
- perto de R$ 1 bilhão de ajustes atuariais, consequência normal das mudanças de parâmetros atuariais, como, por exemplo, a expectativa de vida dos participantes, a qual, felizmente, tem aumentado;
- R$ 1,086 bilhão decorrente da decisão tomada pela Empresa de não mais arcar, a partir de março/2014, com o pagamento de valor até então entendido como abrangido na RTSA - Reserva Técnica de Serviço Anterior;
- R$ 3,6 bilhão decorrente de perdas com investimentos.

Destas 3 parcelas, temos a seguinte situação:
a) despesas atuariais - são normais em qualquer fundo; não há o que fazer exceto considerá-las no cálculo de equacionamento;
b) RTSA - a Empresa continua analisando o caso, tendo em vista que todas as consultorias atuariais contratadas até hoje pelo Postalis e pela ECT convergem na opinião de que tal despesa poderia ser assumida pela Empresa, assim como que a assunção da responsabilidade desse pagamento foi decisiva para o saldamento, o qual trouxe vantagens econômicas significativas para os Correios;
c) prejuízos com investimentos - além de ações mais específicas desenvolvidas pelo Postalis para tentar recuperar alguma coisa do que foi considerado perdido, nossa expectativa é de que haja algum acordo com o BNY Mellon, que assegure um aporte mais significativo de recursos no instituto; recentemente, o Postalis anunciou também uma iniciativa de tentar vender um conjunto de ativos ruins, com o apoio da consultoria PWC (não temos ainda mais informações a esse respeito).

Preocupa-nos a aproximação da data-limite para o fechamento do plano de equacionamento (31/03), o que exigirá que a direção do Postalis aprove uma proposta nesse sentido já nas próximas semanas, de forma a possibilitar a análise e aprovação subsequente desse plano nas esferas superiores - DIREX, CA, PREVIC e DEST. Esperamos que a questão da RTSA e de recuperação de prejuízos esteja resolvida antes disso, para ainda terem impacto nos cálculos, trazendo o percentual de contribuição adicional para patamares menores que os 25,9% anunciados no ano passado (aplicado sobre o benefício proporcional saldado).

Pelo que soubemos, as simulações do percentual de contribuição adicional feitas após a edição da Resolução do CNPC nº 22/2016 indicaram um percentual em torno de 17%, para um período em torno de 23 anos. Sem a RTSA, caso a Empresa reconheça novamente sua responsabilidade por esse valor, o percentual cairia para algo em torno de 13%. E, se as negociações com o BNY Mellon alcançarem algum sucesso, esse percentual pode ficar ainda menor.

A situação do plano BD está longe de ser confortável, mas se os esforços em curso lograrem sucesso e o percentual de contribuição adicional for sensivelmente reduzido, teremos efeitos menos graves para os participantes e assistidos.  

Os conselheiros eleitos para o Postalis, Angelo Donga (Conselho Fiscal) e Sérgio Bleasby (Conselho Deliberativo) certamente poderão explicar melhor o tema aos colegas que desejaram algum aprofundamento mais específico. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uma grande e vigorosa empresa

"A ECT é uma organização vigorosa, com excelentes fundamentos e um quadro valoroso de trabalhadores. Tem tudo para superar o desequilíbrio e alcançar novamente a sustentabilidade." Marcos César Alves Silva, conselheiro eleito pelos trabalhadores para o conselho de administração dos Correios.

Em reuniões e contatos com os colegas, tenho percebido em alguns certo desânimo com a situação da Empresa. O choque de realidade proporcionado pela veiculação recente de informações sobre a situação fiscal da Empresa, antevendo um déficit bilionário em 2015, deixou muitos desesperançados. A grande maioria dos atuais trabalhadores da Empresa nunca havido ouvido falar em déficits na Empresa. E ninguém em cifras negativas da ordem de bilhão.

Esta matéria procurará oferecer aos colegas alguns elementos adicionais para ajudar na compreensão desse quadro, que é sério, mas passível de enfrentamento.

Pós-emprego

Comecemos por um fator que pode ter impacto de quase um bilhão de reais nesta conta: a contabilização dos benefícios pós-emprego.

Até 2013, a Empresa não contabilizava os chamados benefícios pós-emprego, que incluem benefícios de aposentadoria e pensão e outros pagáveis a partir do final do vínculo empregatício. Estes benefícios abrangem itens como: benefícios de aposentadoria (pensões e pagamentos únicos por ocasião da aposentadoria) e outros benefícios pós-emprego, tais como seguro de vida e assistência médica pós-emprego.

A norma CPC-33, emitida pelo comitê de pronunciamentos contábeis e aprovada pela CVM em 2009, tornou obrigatória essa contabilização. O Governo Federal já vinha cobrando essa contabilização e as auditorias independentes ressalvando a falta de cumprimento em suas análises de balanços. Assim, a partir de 2014 a Empresa passou a contabilizar uma despesa anual que tem se aproximado de R$ 1 bilhão, alusiva ao pós-emprego. Como o melhor resultado histórico da Empresa foi um lucro anual de pouco mais de R$ 1 bilhão, em 2012, essa mudança sozinha já significaria praticamente zerar o resultado produzido até então pelas operações num ano de trabalho.

Postalis - RTSA (Reserva Técnica de Serviço Anterior)

Outro fator que pode impactar em montante bilionário os resultados da Empresa é a RTSA - Reserva Técnica de Serviço Anterior do Postalis, que vinha sendo paga pela Empresa até o início de 2014 e que teve seus pagamentos suspensos por recomendação do DEST/MPOG. Se a Empresa vier a contabilizar novamente a obrigação de arcar com esse pagamento (atualmente em discussão judicial), terá que provisionar algo em torno de R$ 1,2 bilhão, em valores atualizados.

Redução de receitas, em decorrência de tarifas desatualizadas e do pagamento expressivo de dividendos

As receitas da Empresa sofreram dois impactos relevantes provocados por seu acionista (Governo Federal) que devem ser considerados: a) a falta de tempestivo reajuste de tarifas em 2013 e o consequente efeito disso nos atuais valores das tarifas, que permaneceram deprimidos até 2015, apesar das atualizações parciais ocorridas em 2014 e 2015; b) o elevado pagamento de dividendos ao Tesouro Nacional nos últimos anos, que provocou descapitalização da Empresa, com a consequente redução do rendimento das aplicações financeiras dos excedentes de caixa. Somados os dois impactos, teremos um efeito que também deve se aproximar de R$ 1 bilhão/ano.

Considerando, portanto, esses fatores mais relevantes, se pode supor que os resultados da Empresa em 2015 fiquem negativos entre 2 e 3 bilhões de reais, dependendo de haver ou não o provisionamento da RTSA.

A busca de equilíbrio futuro da Empresa demandará, portanto, além de outras medidas de redução de despesas e de ampliação de receitas, que esses fatores aqui tratados sejam devidamente enfrentados. Tarifas precisam estar permanentemente atualizadas, dividendos precisam ser recolhidos em percentual justo e adequado, o pós-emprego gerenciado cuidadosamente, assim como também as obrigações relacionadas ao Postalis. Nada que uma gestão competente e um acionista responsável não possam fazer. 

A Empresa praticamente não tem dívidas, o que é bastante positivo, especialmente no atual momento da economia brasileira. Além disso, possui infraestrutura instalada e serviços consolidados no mercado, alguns em posição de liderança e outros em área de reserva. Enfim, trata-se de uma organização vigorosa, com excelentes fundamentos e um quadro valoroso de trabalhadores, que tem tudo para superar o desequilíbrio e alcançar novamente a sustentabilidade. Precisa apenas de boa gestão e de responsabilidade do acionista no que lhe compete.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Contratações ilegais a título de cargo em comissão nas estatais

Recentemente, tivemos a decisão do conselho de administração dos Correios de aprovar o prosseguimento de tratativas da Empresa junto ao MPT para prorrogar Termo de Conciliação Judicial alusivo aos assessores especiais. Votamos contra, conforme razões expressas em nossa Declaração de Voto.

Agora, a questão da ilegalidade da contratação de pessoas a título de cargo em comissão em estatais fica ainda mais clara com recente decisão referente a caso análogo na Embrapa:

http://www.prt10.mpt.gov.br/informe-se/noticias-do-mpt-df-to/627-embrapa-so-pode-contratar-empregados-aprovados-em-concurso-publico

Embrapa só pode contratar empregados aprovados em concurso público

ACP da procuradora Ludmila Lopes é vitoriosa em todas instâncias judiciais

A Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público do Trabalho contra a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) transitou em julgado.
A ACP foi ajuizada pela procuradora Ludmila Reis Brito Lopes, e subscrita pelos procuradoresSebastião Vieira Caixeta e Cristiano Paixão, que investigaram as contratações ilegais a título de cargo em comissão na Embrapa.
A procuradora pediu na Ação que a empresa não contratasse empregados, sob a modalidade deemprego em comissão, sem realização de concurso público. Pediu também a nulidade dos contratos de trabalho firmados de forma irregular.
“Em verdade, as admissões de empregados a título de cargo em comissão nas empresas públicas e sociedades de economia mista constituem mais um “trem da alegria” na administração pública indireta do Governo Federal, desrespeitando o Princípio Constitucional do governo público”, afirma a procuradora Ludmila Lopes.
A juíza Flávia Fragale Martins Pepino julgou procedente os pedidos do MPT, condenando a Embrapa a se abster de admitir empregados em comissão sem prévia aprovação em concurso público, penalizando as irregularidades com multa de R$ 10 mil. Também, declarou nulos oscontratos irregulares.
A Embrapa apresentou recurso, argumentando que a Constituição Federal não exige lei para a criação de cargos ou empregos públicos no âmbito da Administração Indireta. A procuradoraLudmila Lopes contrapôs os argumentos, explicando que “não se mostra razoável e proporcional sustentar-se que as empresas públicas se sujeitem às normas de direito público, tendo permissão para criar empregos em comissão e, no que pertine a forma de criação dos referidos cargos, se submetam às normas privadas, que garantiriam a livre criação de cargos e empregos.”
Os desembargadores da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) não acataram o recurso, acompanhando voto do desembargador revisor André R. P. V. Damasceno.
A estatal apresentou, no Tribunal Superior do Trabalho, novo recurso – Agravo de Instrumento em Recurso de Revista.
O ministro relator Pedro Paulo Manus negou seguimento ao Agravo e a ministra Cristina Irigoyen Peduzzi também não aceitou Recurso Extraordinário. O ministro Barros Levenhagen determinou remessa ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que fosse analisado suposto equívoco na aplicação de precedente de repercussão geral.
Depois de percorrer essas instâncias, o processo retornou à 12ª Vara do Trabalho de Brasília, que intimou a empresa para comprovar o afastamento dos empregados contratados irregularmente e solicitou à contadoria apuração das multas aplicadas pelo TRT10 e pelo STF. O juiz Carlos Augusto de Lima Nobre determinou a inscrição da Embrapa no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas, pelo inadimplemento das obrigações estabelecidas na ACP.
Processo nº 0000613-34.2010.5.10.0012

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Reunião extraordinária de 01/02/2016

Foi realizada na tarde do dia 01/02 a 2ª reunião extraordinária do conselho de administração. 
Nessa oportunidade, a pauta foi centrada em SAÚDE.
A Carta do Conselheiro encaminhada aos colegas traz mais informações sobre a reunião, que não teve caráter deliberativo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

VI CORTECT - SINTECT GO

A convite da direção do SINTECT-GO, participamos neste sábado (30/01) do VI CORTECT, em Goiânia.
Na oportunidade, pudemos comentar com os colegas o funcionamento do conselho de administração e responder inúmeras questões sobre temas variados, entre os quais: situação fiscal da ECT, medidas para redução de despesas, reestruturação, Postal Saúde, privatização, terceirização, PLS-555/2015.
Oportunidades como esta são importantes para que os trabalhadores ouçam diretamente o conselheiro a respeito de sua atuação no conselho e de sua visão sobre os temas que mais preocupam os ecetistas. E também para que os trabalhadores possam expor livremente suas preocupações e questionamentos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Votos contra na reunião de 26/01/2016

Ao divulgarmos o posicionamento contrário que expressamos na reunião extraordinária do conselho de administração da Empresa de 26/01 (links abaixo) sobre os dois relatórios então apresentados, consideramos importante acrescentar algumas informações complementares, para que os colegas possam compreender em profundidade nosso pensamento.
Primeiramente, é importante destacar que defendemos sempre a correta e tempestiva instrução dos relatórios que são submetidos à apreciação do conselho de administração. O colegiado tem um tempo exíguo em suas reuniões para decidir sobre os temas mais relevantes da Empresa. Assim, consideramos imprescindível que os temas nos cheguem com todas as informações e avaliações necessárias para que os conselheiros tenham segurança em suas decisões. Como pode ser visto nas declarações de voto, em nossa opinião não tínhamos esses elementos para sustentar as decisões que estavam sendo levadas a nossa apreciação. Tratamos aqui de boa governança corporativa, de algo fundamental para que o conselho de administração possa cumprir bem seu papel.
Sobre os temas apreciados, é importante destacar que não temos nenhuma restrição pessoal aos assessores especiais e cedidos. Como atuamos na administração central e temos atividades profissionais em grupos de trabalho, convivemos diariamente com todos eles e, inclusive, integramos equipes nas quais há participação de alguns desses profissionais.
Não concordamos, porém, com a existência de mecanismos que não estejam totalmente aderentes à lei e com a prática de outras grandes estatais. E, menos ainda, com a utilização indevida de mecanismos assim para empregar indicados. Consideramos que a porta de entrada nos quadros de estatais sejam os concursos públicos e que deva haver critérios e requisitos bem estabelecidos e obedecidos para a ocupação de cada uma das funções técnicas e gerenciais ali existentes. Uma estatal não é uma extensão do Governo Federal, ainda que ele seja seu maior ou único acionista. Se fosse para ser uma extensão, seria um departamento de ministério. E é menos ainda uma extensão de partido político.
É necessário esclarecer, também, que na reunião tratamos de questões bem específicas:
a) prorrogação de um Termo de Conciliação Judicial que possibilitava a permanência na ECT dos assessores especiais ( decorrência de uma ação civil pública - 0001243-18.2013.5.10.0002 ); não concordamos com a aprovação de se postular a prorrogação, conforme detalhamos na declaração de voto;
b) entendimento de que como "Diretoria Executiva" estariam a Presidência e as Vice-Presidências e não o Presidente os Vice-Presidentes (como prevê expressamente o estatuto), para fins de localização dos cedidos ( decorrência de liminar em ação civil pública movida contra a ECT pela ADCAP - 5130-27.2015.5.10.0006); não concordamos com o entendimento proposto, conforme detalhamos na declaração de voto.  
As declarações de voto apresentadas podem ser vistas nos seguintes links:

Transparência e Engajamento

Dizem que o primeiro passo para se resolver um problema é saber que ele existe.
Nessa linha, considero muito positiva a postura que tem sido adotada pela atual direção da Empresa de comentar e compartilhar com os trabalhadores a situação fiscal dos Correios, que realmente demanda atenção.
O fechamento do exercício de 2015 apontará, segundo o Presidente da Empresa, um déficit superior a R$ 2 bilhões de reais. É um resultado que preocupa e que demandará ações concretas de enfrentamento.
A recente recomposição de tarifas foi um passo importante, ao qual deverá ser acrescentada a retomada das revisões anuais, no período correto. Postergações de reajustes ou reajustes parciais não podem mais ocorrer, sob pena de a situação fiscal ficar ainda mais séria.
Outras medidas, porém, serão necessárias para que a Empresa busque o equilíbrio. Como reduzir despesas ou ampliar receitas passa a ser a grande questão a ser respondida por cada unidade da Empresa. Desperdícios passam a ser inaceitáveis e fazer mais com menos a tônica geral.
Estamos diante de um grande desafio que só será vencido com uma grande conjunção de esforços de todos. Espero que a direção da Empresa e os grupos técnicos que estão tratando do assunto consigam estabelecer um bom plano, que motive o engajamento dos trabalhadores no esforço de buscar o equilíbrio fiscal, tão importante para a ECT. 

Resultados e Plano de Ações - II

Participamos, nesta quarta-feira (27/01), de reunião promovida pela direção da Empresa com a FINDECT e com outras entidades: ADCAP, APECT, ANATECT, FAACO e Maria Maria.
Nesta reunião, foram apresentados, pela área de contabilidade, os resultados financeiros alcançados pela ECT até novembro/2015, e,  pelo coordenador do grupo que estuda medidas para redução de despesas, uma síntese do plano de ações que se encontra em construção.
Durante a reunião, o presidente da FINDECT, os presidentes de alguns sindicatos e os representantes das demais associações puderam expor questões e sugestões. O Presidente e outros técnicos da empresa responderam os questionamentos e comentaram algumas das situações reportadas.
De acordo com o Presidente da Empresa, os grupos de trabalho constituídos prosseguirão com seus estudos de medidas que possam ser adotadas para reduzir despesas, ampliar receitas e melhorar a qualidade. E tais medidas, quando significarem impacto para os trabalhadores, serão debatidas em fóruns como este.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Reunião Extraordinária de 26/01/2016

Foi realizada hoje à tarde (26/01), no Ministério das Comunicações, reunião extraordinária do Conselho de Administração dos Correios, para tratar dos temas:

  • assessores especiais - prorrogação do prazo de vigência do Termo de Conciliação Judicial firmado com o Ministério Público do Trabalho
  • cedidos - esclarecimento da extensão do art. 43 do Estatuto dos Correios.

A Carta do Conselheiro que está sendo encaminhada hoje aos colegas explica o contexto e o posicionamento que adotamos na reunião.

Carta do Conselheiro - 25/01/2016

Enviamos aos colegas em 25/01 uma Carta do Conselheiro.
Nessa carta, abordamos as atividades desenvolvidas pelo conselheiro nas últimas semanas, as postagens feitas no blog e a participação em reunião da direção da Empresa com a FENTECT. Além disso, comentamos sinteticamente a importância de a Empresa e as entidades representativas informarem bem os trabalhadores sobre a atual situação fiscal dos Correios.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Resultados e Plano de Ações

A convite da Presidência da Empresa, participei, nesta quinta-feira (21/01), de reunião com representantes da FENTECT.
Na reunião, a Federação apresentou material elaborado por uma consultoria e os Correios apresentações preparadas pela área de contabilidade e pelo coordenador do grupo que estuda medidas para redução de despesas.
Sobre o conteúdo apresentado registraria as seguintes observações:
- o trabalho da consultoria da FENTECT trazia conclusões imprecisas, principalmente sobre o tema pós-emprego, ainda pouco conhecido; a área de contabilidade da Empresa explicou detalhadamente as receitas, despesas e também o pós-emprego; 
- o Presidente respondeu diretamente a inúmeras observações feitas pelos representantes sindicais; além disso, colocou-se à disposição da direção da Federação para aprofundar algumas questões, como a do DDA;
- a apresentação do grupo de redução de despesas trouxe informações gerais sobre os estudos que se encontram em curso na administração central; um representante apresentou uma planilha contendo uma lista de ações, a qual estava já circulando informalmente na Empresa; o Presidente informou que as ações ainda estão sendo debatidas e que as entidades serão ouvidas.
Pessoalmente, espero que a direção da Empresa consiga estabelecer um bom plano de redução de despesas e de ampliação de receitas, que permita alcançar logo o equilíbrio fiscal da ECT. E que as medidas que afetem os trabalhadores sejam bem debatidas.
Não consigo imaginar cenário em que a Empresa passe a depender de recursos do Tesouro Nacional. 
Na próxima semana, haverá nova reunião sobre esses temas, com a FINDECT e com outras representações.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Eleições para o Conselho de Administração dos Correios

Nosso mandato no Conselho de Administração vencerá em 21/05/2016. Como temos recebido muitas consultas de colegas sobre nossa participação nessas eleições, informamos que pretendemos concorrer à reeleição para o Conselho de Administração dos Correios.
Oportunamente, trataremos mais profundamente do tema, oferecendo aos colegas mais informações sobre nossa candidatura, plataforma de campanha etc, de acordo com as regras então estabelecidas.
Marcos César Alves Silva  e  Carlos Alberto de Souza Barbosa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Carta do Conselheiro - 11/01/2016

Enviamos hoje aos colegas uma Carta do Conselheiro.
Nesta carta, mencionamos as últimas postagens feitas no blog e informamos que a próxima reunião do Conselho de Administração ocorrerá no dia 18 de janeiro.