segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Blog do Conselheiro Maurício Lorenzo


A partir da eleição de novo membro para o Conselho de Administração, as notícias sobre as atividades do CA podem ser acompanhadas por meio do Blog do Conselheiro Maurício Lorenzo, no endereço:
https://mauriciolorenzonoconselho.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Conselheiro eleito pelos empregados toma posse no CA

Foto: Carlos Alcanfor/Correios
Brasília, 26/9/2018 - Tomou posse, na manhã desta quarta-feira (26), Maurício Fortes Garcia Lorenzo, eleito o representante dos empregados no Conselho de Administração (CA).
Maurício Fortes ingressou na empresa em 1985, e, atualmente, é analista de correios sênior na Superintendência Estadual da Bahia (SE/BA). O conselheiro se comprometeu a manter diálogo aberto com os empregados e suas entidades representativas.
“Temos a responsabilidade de cuidar das inúmeras questões de natureza técnica que permeiam as atividades do Conselho de Administração, mantendo sempre uma comunicação franca e direta com todos”, afirmou.

(transcrição de notícia da intranet dos Correios)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Missão cumprida

No dia 26 de setembro de 2018, tomará posse no Conselho de Administração dos Correios o trabalhador Maurício Fortes Garcia Lorenzo, para cumprir mandato no período de 2018/2020.

Com a posse de Maurício, encerra-se o período de gestão dos conselheiros Marcos César Alves Silva e Carlos Alberto de Souza Barbosa, que integraram o Conselho de Administração desde 2013.

A história dos cinco anos de atuação no colegiado superior dos Correios está sintetizada nas centenas de postagens deste blog, que permanecerá ativo como fonte de referência.

Nossos agradecimentos a todos pelo apoio e pelo reconhecimento recebidos.

Brasília, 25 de setembro de 2018

Marcos César Alves Silva  e  Carlos Alberto de Souza Barbosa 

Estatais não são as vilãs do país

Moisés Selva Santiago
Jornalista

Imagine essas cenas. Você encontra uma mosca na sopa servida num restaurante: a solução é fechar o local e demitir todo mundo? Você percebe um defeito no seu carro: a solução é a montadora concorrente assumir a produção daquele veículo? Você descobre que a roupa que acabou de comprar na famosa loja tem um defeito: a solução é adquirir roupas importadas, porque lá fora não existe erro?

Se suas respostas foram negativas, então continue lendo. Vi minha casa sendo roubada por bandidos que colocaram armas em mim e na cabeça de minha família: a solução é acabar com a Polícia Militar? Vamos extinguir o Corpo de Bombeiros porque o Museu incendiou-se? Vamos substituir companhias aéreas pelas que nunca tiveram problemas em seus aviões (se é que existem)?

Se você continua respondendo não, então por que esse discurso de acabar com as estatais que fazem a história desse país diariamente, fornecendo combustível, comunicação, pesquisa e tecnologia – entre outros bens e serviços – que são responsáveis pela economia e pelo bem-estar dos milhões de brasileiros há décadas?

A resposta é que em situação de crise econômica alguns preferem a velha mania de escolher um suposto vilão que pague o pato. Todos nós sabemos que o dinheiro gasto na construção de cada hospital, escola, posto de saúde, viaduto, praça;  na compra de ambulância, de merenda escolar e até de papel para impressora é superfaturado e, com o mesmo valor, dava para construir e comprar umas cinco vezes mais. E quem é que está por trás dessa roubalheira? Com certeza não são os milhares de servidores e empregados públicos legalmente concursados que todos os dias fazem o Brasil funcionar.

A essa altura você já começa a enxergar onde estão os verdadeiros vilões. A Lava Jato todos os dias mostra quem são eles. Olhe as listas divulgadas pela Polícia Federal com atenção e você não encontrará motivos para fechar as estatais ou, numa linguagem bonita, num lindo eufemismo, “privatizá-las”. Ou seja, os vilões são os mandachuva da política partidária e das grandes empresas privadas – privadas, repito – que se deixaram corroer pelo câncer da corrupção. Se é preciso diminuir o Estado para minimizar gastos, o meio mais eficaz e que não causa a catástrofe social do desemprego é o combate contínuo da corrupção de quem quer que seja.

No restaurante, diante da mosca na sopa, é claro que todo gerente faria tudo para providenciar outro prato digno de ser digerido. O mesmo acontece com qualquer setor do comércio, da indústria e da prestação de serviços: a ideia é fazer o melhor para o cliente, garantindo o lucro e o emprego direto e indireto de milhões de brasileiras e brasileiros, todo dia. O mesmo pode ser dito para as forças armadas e para as polícias. Longe de qualquer ideia esdrúxula, elas precisam, isso sim, aumentar o contingente de soldados e policiais, melhores equipamentos, maiores salários e maior respeito pela farda que usam – como acontece em outros países que dignificam o servidor público.

Colocar a culpa no Cabral, na corte de Dom João VI, no pós-64, no partido A ou B, ou nas estatais é desviar comodamente o alvo de como melhorar o Brasil diariamente e não somente em época de eleições. E se você leu até aqui, talvez concorde comigo: é a mosca da sopa que estraga tudo. Ela se chama corrupção, e não estatais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Zero à esquerda

Em matemática, o zero à esquerda da vírgula não modifica o número. É, assim, algo inútil.

Já no ambiente corporativo o zero à esquerda modifica sempre, para pior, o trabalho ao seu redor.

O zero à esquerda corporativo é submisso por natureza. Não tem opinião, aceita qualquer coisa sem reagir, desde que o deixem em sua cadeira recebendo seu salário. 

O zero à esquerda é um mau exemplo, que muitas vezes mostra como pode ter longevidade em seu emprego quem não se posiciona, não luta por uma ideia, não defende sua equipe. Se vai ficando muito tempo numa posição, isso acaba desmotivando os que se entregam ao trabalho, que buscam melhorar, que valorizam o mérito e suas equipes. 

Quando o zero à esquerda exerce uma posição de liderança, sempre conquistada de forma transversa, como por uma indicação política, por exemplo, seus subordinados é que acabam pagando o pato, pois não encontrarão nunca respaldo, já que a prioridade dele será sempre sobreviver, custe o que custar, incluindo as cabeças de seus auxiliares, se for necessário.

Se você enxergou alguém nessa descrição, não se trata de coincidência. Os zeros à esquerda existem mesmo e estão por aí deteriorando o ambiente corporativo, sempre acobertados por padrinhos que nunca se importam com seu desempenho.

Dois futuros para os Correios

Em diversas oportunidades, tenho respondido da mesma maneira aos colegas e a outras pessoas que me perguntam sobre o futuro da Empresa. Minha resposta é sempre na mesma linha: se conseguirmos que se extirpe da Empresa o câncer que a acomete, chamado de politização da gestão, patrocinado pelos partidos que se apropriam dos Correios e aqui entronizam indicados políticos despreparados e incapazes de dirigir uma organização desse porte, teremos muita chance de sobreviver como organização pública, recuperando a credibilidade que já tivemos e retomando uma trajetória positiva.

Se, por outro lado, a fórmula continuar a mesma no novo governo, ou seja, a Empresa ser entrega novamente a um partido político, para continuar repetindo o que acontece diariamente com os técnicos que vêem suas carreiras solapadas por ingerências de cunho político, prosseguiremos no mesmo rumo de declínio organizacional que temos trilhado.

Há, portanto, apenas uma bala de prata. Ou ela acerta o alvo e a Empresa tem um futuro promissor pela frente, ou estaremos todos condenados a ver uma estatal que já foi referência em seu setor ser reduzida a um departamento deficitário e pouco eficiente, graças aos perversos efeitos do que o Governo Federal tem feito com os Correios, ao permitir que a organização tenha seus valores destruídos para viabilizar a acomodação aqui dos interesses de partidos e de políticos.     

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Transição governamental

Em tempos de transição governamental, quando estaremos elegendo um novo Presidente da República e novos representantes para o Legislativo, consideramos oportuno destacar, dentre as centenas de postagens do blog, algumas que podem contribuir mais fortemente para a compreensão dos Correios e de sua importância para o Estado.

- Cinco anos no Conselho de Administração dos Correios 

- Que tal o Governo Federal presente em todo o país?

Os Correios no novo governo - problema ou "joia da coroa"?

- Mensagem para o candidato Jair Bolsonaro

- Mensagem para o candidato Geraldo Alckmin

- Parcerias

- Forças do atraso em ebulição

- Escolhas

- O elefante sabe dançar

- O desenvolvimento empresarial dos Correios

Que tal tratar de profissionalização da gestão em vez de privatização?

Fechamento de agências - falácias, mentiras e parametrização conveniente

- Fechamento de agências - posição do conselheiro

- A virada da qualidade

- Tem que entregar!

- Os três fatores

- Dividendos

- O lugar dos Correios é no coração dos brasileiros

- Sonho ou visão?

Não deveria haver espaço para indicados políticos em estatais

Culpa "in eligendo"

- Pós-emprego no relatório da CGU

- Pós-emprego II

- Pós-emprego I

Sobre privatização e abertura de capital - II

Desmistificando falácias e inverdades sobre os Correios

Carta enviada aos titulares do MCTIC, Fazenda e Secretaria Geral da Presidência da República

Um outro efeito da politização da gestão

- Prioridades para a Gestão

- Produtividade

- Legislação Postal

- Cartas Pessoais e Comerciais

O desafio do comércio eletrônico para os Correios

- O charme da comunicação em papel

- Das causas da crise à solução

Privatização x Profissionalização de Gestão

- A profissionalização da gestão é a solução

- Uma grande e vigorosa empresa

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Cinco anos no Conselho de Administração dos Correios

Reprodução da Comunicação/CA-060/2018, apresentada pelo conselheiro Marcos César na reunião ordinária do Conselho de Administração dos Correios de 23/08/2018.
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“Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras!” *

Quando nos propusemos a concorrer nas primeiras eleições para o Conselho de Administração dos Correios, queríamos, antes de tudo, valorizar a oportunidade que estava sendo oferecida aos trabalhadores de terem um membro eleito pelos trabalhadores no colegiado superior da Empresa.

Com o apoio dos colegas que conheciam nosso trabalho ou que acreditaram em nossas propostas, logramos êxito na primeira eleição, em 2013, fato que se repetiu em 2016, quando nossa chapa foi reeleita.

Nestes cinco anos de atuação no Conselho de Administração da Empresa, procuramos cumprir à risca o que prometemos aos colegas, com uma atuação destacada, que qualificasse e enriquecesse os debates do colegiado. Sabíamos que, em muitas ocasiões, estaríamos plantando tâmaras, as quais só seriam colhidas mais à frente, quando já não estivéssemos mais no colegiado. Mas isso nunca nos impediu de continuar o plantio, dia a dia, reunião a reunião, como procuraremos demonstrar hoje.

A tamareira da profissionalização da gestão

Nenhum tema mereceu tantas manifestações nossas como a importância da profissionalização da gestão da Empresa. Sempre vimos essa medida como a mais importante para o sucesso e a sustentabilidade dos Correios. E isso veio materializado inclusive em votos contrários à eleição de dirigentes cujas qualificações nos pareciam insuficientes para a importante missão de um Vice-Presidente dos Correios. Durante nosso período de gestão, tivemos oportunidade de acompanhar a Lei nº 13.303/2016 desde sua origem e até de oferecer uma pequena contribuição de aperfeiçoamento, que foi incorporada pela equipe do relator à Lei. Lamentamos que, no processo legislativo, o Projeto tenha sofrido alguns ajustes para “facilitar” o acesso aos cargos de direção de estatais, mas, mesmo assim, consideramos que a Lei nº 13.303/2016 foi um dos avanços institucionais mais importantes ocorridos no Brasil nos últimos anos.

As tâmaras a colher no futuro dessa tamareira são o estabelecimento de requisitos mais fortes para os dirigentes de grandes estatais como os Correios e o aprimoramento do processo de seleção desses executivos, seguindo a trilha já iniciada pela Embrapa e pela Caixa.

A tamareira do desenvolvimento comercial da Empresa

Outro tema que motivou inúmeras manifestações nossas durante nosso período de gestão foi a importância de a Empresa desenvolver seus negócios, aproveitando as oportunidades abertas pela Lei nº 12.490/11. Infelizmente, as direções que se sucederam na Empresa após a edição da Lei nº 12.490/11 não conseguiram aproveitar as portas que foram abertas para a Empresa com essa legislação.


Parcerias para desenvolver os negócios de operador logístico, de instituição financeira, de seguros, de capitalização e muitos outros continuam aguardando lideranças estratégicas capazes de empreendê-las. Alguns destes negócios contam, inclusive, com projetos bem evoluídos, que poderiam ser colocados em marcha com bastante facilidade.

As tâmaras a colher no futuro dessa tamareira são a exploração desses novos negócios, constituídos de acordo com as leis, valorizando as marcas e a infraestrutura da Empresa.

A tamareira da gestão de pessoas

De tanto questionar nas reuniões do colegiado o fato de a Empresa não contar com um adequado plano de funções nem com bons critérios para designação de pessoas, fomos convidados, pelo Presidente do colegiado, a apresentar propostas para a solução desses dois temas. Duas reuniões ordinárias depois, após pesquisa e reuniões com benchmarks, apresentamos anteprojetos para enfrentar as duas questões. Esse “plantio” ocorreu há 4 anos e deverá produzir frutos, mesmo que tardios, a qualquer momento. Se os frutos forem realmente bons, resolverão um dos principais flancos existentes hoje na Empresa, pelo qual se tem, de forma sistemática, aparelhado politicamente a organização.

A tamareira da situação econômico-financeira da Empresa

A situação econômico-financeira da Empresa se agravou nos últimos anos, a ponto de o tema passar a ocupar praticamente toda a agenda das várias lideranças da Empresa, com os reflexos negativos que isso produz.

No conselho, procuramos sempre lançar luz sobre as causas que contribuíram para a mudança da situação econômico-financeira e contábil da Empresa, apontando como grandes vilãs desse quadro o recolhimento excessivo de dividendos, o represamento de tarifas e uma implantação abruta de nova prática contábil (pré-pagamento do pós-emprego).

Na atualidade, o que era inicialmente apenas o discurso de um conselheiro que insistia em tratar de causas e não apenas dos efeitos, passou a menções formais nos relatórios empresariais e também em relatórios de órgãos de controle, de maneira que quem se debruçar hoje sobre a história da Empresa saberá que a ocorrência desses três fatores transformou a realidade econômico-financeira e contábil dos Correios nesta década. Entendendo as causas, se poderá buscar melhores soluções para o restabelecimento do equilíbrio empresarial. Serão essas as tâmaras a serem produzidas por essa tamareira.

A tamareira da qualidade

Há alguns meses vivíamos na Empresa um quadro de qualidade operacional que parecia irreversível. Nossos centros de tratamento de encomendas estavam completamente abarrotados de carga, os objetos eram sistematicamente entregues com atraso produzindo indicadores de qualidade muito ruins e em declínio e o volume de reclamações crescia continuamente, assim como o volume de indenizações.

Depois de algumas manifestações a respeito do tema sem efeito na situação, propusemos ao Presidente do Conselho de Administração que o colegiado apreciasse a substituição dos Vice-Presidentes das três áreas que, em nossa avaliação, eram responsáveis pela situação. Foi a maneira que encontramos para demonstrar a gravidade do quadro e a necessidade de essas áreas alinharem suas decisões e ações.

A proposta de substituição dos executivos não foi levada a apreciação do colegiado, mas, a partir de então, o tema Qualidade Operacional entrou na pauta de temas debatidos no CA e as áreas da Empresa encontraram a convergência necessária para superar o quadro. Com gestão focada, recursos adequados e processos de apoio priorizados, chegamos, em poucos meses, a uma situação completamente diferente, onde a meta de qualidade para encomendas nacionais é um piso do qual nos distanciamos cada vez mais, as encomendas chegam com prazos inferiores aos estabelecidos, as reclamações sofreram a maior queda histórica de seu volume, embora se situem ainda num patamar que preocupa e que merece atenção.

A tamareira da qualidade precisa de muita atenção, pois tem ainda importantes frutos a oferecer, abrangendo especialmente as correspondências de todos os tipos e as encomendas internacionais. 

A tamareira da comunicação

Desde o primeiro dia de mandato, preocupamo-nos não só em desempenhar com esmero o papel de conselheiro, mas também em manter os colegas bem informados sobre as decisões do colegiado e sobre nossas opiniões a respeito dos temas mais relevantes. Assim, o blog que mantivemos nestes cinco anos contém um acervo inestimável de matérias sobre os Correios, produzidas pela ótica de um trabalhador que se aprofundou nos temas para abordá-los e que explicou de maneira circunstanciada cada posicionamento defendido. Os e-mails enviados logo após cada uma das centenas de reuniões ocorridas complementam o acervo que permanecerá à disposição de todos. 

A tamareira da comunicação é a mais reconhecida pelos trabalhadores, que passaram a saber, quase em tempo real, das decisões tomadas no colegiado superior da Empresa, uma situação ímpar na administração pública brasileira. Por isso, essa é uma tamareira que não pode prescindir nunca de atenção especial do próximo conselheiro.

A tamareira da democracia 

Após cinco anos de presença no Conselho de Administração e apesar da concreta possibilidade de alcançar mais uma reeleição, decidimos que era chegado o momento de outro colega ocupar a única cadeira reservada para um membro eleito pelos trabalhadores. A tamareira da democracia precisava produzir novos frutos, para demonstrar que era acertada a fórmula usada de prever a presença de um membro eleito pelos trabalhadores no Conselho de Administração.

Encerraremos, assim, em breve, nossas atividades no Conselho de Administração, com a expectativa de que tenhamos escrito uma boa história, deixado boas tamareiras em produção e um modelo de atuação inspirador, pois era exatamente isso o que almejávamos quando nos lançamos ao desafio de integrar o Conselho de Administração dos Correios.

Marcos César Alves Silva
Conselheiro


* Ditado popular árabe. Conta-se que certa vez um senhor de idade avançada plantava tâmaras no deserto quando um jovem o abordou perguntando: “Mas por que o senhor perde tempo plantando o que não vai colher?” O senhor virou a cabeça e calmamente respondeu: “Se todos pensassem como você, ninguém colheria tâmaras”. Como as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para darem os primeiros frutos, o ditado procurava demonstrar que não importa se você vai colher, o que importa é o que você vai deixar, para todos e para o futuro.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições para o Conselho de Administração

Data Final: 27/08

Estamos a menos de uma semana do final das votações em segundo turno das eleições para o Conselho de Administração dos Correios.

Se você, trabalhador dos Correios, ainda não votou, clique AQUI e vote agora! 

Sua participação é importante para valorizar a escolha do único membro da direção superior da Empresa escolhido pelos trabalhadores.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Que tal o Governo Federal presente em todo o país?


Vejamos como isso poderia ser feito.

Levemos em conta, inicialmente, que nem tudo em termos de serviços públicos pode ser resolvido à distância, por internet ou telefone, seja por alguma particularidade do atendimento ou pela indisponibilidade de recursos do cidadão para o acesso (internet e telefone).

Nesses casos, seria importante que o Governo Federal dispusesse de pontos de atendimento físicos em todos os municípios e em alguns distritos maiores. Em capitais e municípios de maior porte, um ponto só não seria suficiente, devendo haver pontos em cada bairro mais relevante, de forma a facilitar o acesso da população.

Como o Brasil tem mais de 5.500 municípios, pode-se estimar que seriam necessários uns 12.000 pontos. A partir desta definição, seria necessário alugar ou construir imóveis para abrigar as 12.000 unidades, adquirir todos os móveis e equipamentos necessários, instalar telefonia e rede de dados em cada um desses locais, incluindo os mais remotos, contratar serviços de transporte para os documentos produzidos, as pessoas para o atendimento e montar um centro de comando que garantisse o funcionamento uniforme da rede, por meio de orientações e supervisão.

Tratar-se-ia, sem dúvida, de um megaprojeto, que demandaria um volume considerável de recursos financeiros, a participação de um número grande de pessoas em todo o país, tempo e alta capacidade de planejamento e de articulação. 

Parece algo impossível de fazer? 

Não é!

Na verdade, o Governo Federal já realizou esse empreendimento, ao longo de mais de 350 anos, com a montagem da infraestrutura dos Correios, uma rede de mais de 12.000 pontos de atendimento que cobre todo o país de ponta a ponta, prestando serviços variados à população.  

Agora é só lembrar disso e utilizar bem a rede dos Correios para levar o Governo Federal mais perto do cidadão.

Quer saber mais?      http://www.correios.com.br   

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

2º turno das eleições para o Conselho de Administração


Seleção de dirigentes - os bons exemplos da Embrapa e da Caixa

Ontem (12/08), lemos, em matéria do Estadão, que a Caixa havia aberto processo de seleção para a contratação de Vice-Presidentes.

Anteriormente, há alguns meses, a Embrapa fez o mesmo.

Processos de seleção de dirigentes feitos dessa maneira eliminam a interferência política na indicação dos dirigentes, um dos grandes males da administração pública brasileira. Nas estatais, isso é fundamental, para que se tenha os melhores líderes que essas organizações possam ter, com formação, experiência e desempenho comprovados e comparativamente superiores aos dos demais candidatos.

Esperamos que os bons exemplos da Embrapa e da Caixa sejam seguidos pelas demais estatais brasileiras, Correios incluído.

Leia a matéria do Estadão em:
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,caixa-abre-processo-seletivo-para-vice-presidentes-com-salario-de-mais-de-r-1-mi-por-ano,70002446766?utm_source=twitter:newsfeed 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Mentiras e tempo perdido


Em minha vida pessoal e profissional, sempre prezei pela verdade. Penso que, quando falta a verdade, tudo o que vem depois fica comprometido.

Hoje fui surpreendido por um áudio sobre evento realizado pela FAACO em julho, no qual sou citado em fala do interventor. Não tratarei aqui de diversas outras afirmações do interventor proferidas na ocasião com as quais não concordo e nem das inúmeras ofensas que ele faz a outros colegas, me limitando à reunião do Conselho de Administração que é ali mencionada.

Na 6.ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração, após ouvir do interventor uma afirmação de baixíssimo calão, como não é incomum em suas falas, atribuindo de forma grotesca aos participantes responsabilidade pela situação havida no Postalis, reagi dizendo-lhe que, como participante, exigia respeito, porque os participantes não foram agentes nesse processo de assalto ao Postalis, mas sim vítimas dos roubos ali perpetrados. Em resposta, ele pediu longas desculpas e prosseguiu tentando se justificar. Mais à frente, no calor da discussão e respondendo a pedido para que confiasse nele, informei que não confiava nele e nem em sua equipe. Era uma reação ao fato de que nossas reservas do PostalPrev haviam sido diminuídas de um dia para o outro e os ativos do BD reprecificados com desvalorização de mais de 45%, tudo isso sem nenhum detalhamento que permitisse aos participantes analisar essa brusca mudança de avaliação. Como poderia alguém confiar em quem agia assim? Nesse momento da reunião, o Presidente do Conselho interveio e a discussão foi encerrada.

Como poderá ser percebido ouvindo o áudio (a partir de 25:25, Dia 1, Tarde), a versão apresentada pelo interventor é diferente desta que, entretanto, pode ser confirmada por todos os que estavam na reunião, membros do Conselho de Administração e colegas da Empresa.

Acompanhei o movimento das entidades quando foram à PREVIC pedir intervenção no POSTALIS em 2014 e não foram ouvidas. Estive com os colegas que coletaram assinaturas para abertura da CPI dos Fundos de Pensão. Acompanhei, de camisa amarela, sessões da CPI. Estou pagando, como os demais colegas, um pesado equacionamento do plano BD e recebi a notícia que os ativos do fundo serão depreciados em mais de 45%. Tive as reservas de minha conta no PostalPREV reduzidas em mais de 11% sem sequer saber que ativos foram reprecificados e por que. Sou vítima, como os demais participantes, e mereço respeito, principalmente de alguém que é um empregado público e que deveria ter a correta percepção da missão que lhe foi confiada e saber que a responsabilidade por esse quadro instalado no POSTALIS jamais poderia ser atribuída aos próprios participantes.

Lamento, finalmente, que os participantes sejam levados a tratar de questões como esta enquanto o tempo passa (309 dias de intervenção) e não se vislumbra solução adequada para os problemas enfrentados pelo POSTALIS.