quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Conselheiro eleito pelos empregados toma posse no CA

Foto: Carlos Alcanfor/Correios
Brasília, 26/9/2018 - Tomou posse, na manhã desta quarta-feira (26), Maurício Fortes Garcia Lorenzo, eleito o representante dos empregados no Conselho de Administração (CA).
Maurício Fortes ingressou na empresa em 1985, e, atualmente, é analista de correios sênior na Superintendência Estadual da Bahia (SE/BA). O conselheiro se comprometeu a manter diálogo aberto com os empregados e suas entidades representativas.
“Temos a responsabilidade de cuidar das inúmeras questões de natureza técnica que permeiam as atividades do Conselho de Administração, mantendo sempre uma comunicação franca e direta com todos”, afirmou.

(transcrição de notícia da intranet dos Correios)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Missão cumprida

No dia 26 de setembro de 2018, tomará posse no Conselho de Administração dos Correios o trabalhador Maurício Fortes Garcia Lorenzo, para cumprir mandato no período de 2018/2020.

Com a posse de Maurício, encerra-se o período de gestão dos conselheiros Marcos César Alves Silva e Carlos Alberto de Souza Barbosa, que integraram o Conselho de Administração desde 2013.

A história dos cinco anos de atuação no colegiado superior dos Correios está sintetizada nas centenas de postagens deste blog, que permanecerá ativo como fonte de referência.

Nossos agradecimentos a todos pelo apoio e pelo reconhecimento recebidos.

Brasília, 25 de setembro de 2018

Marcos César Alves Silva  e  Carlos Alberto de Souza Barbosa 

Estatais não são as vilãs do país

Moisés Selva Santiago
Jornalista

Imagine essas cenas. Você encontra uma mosca na sopa servida num restaurante: a solução é fechar o local e demitir todo mundo? Você percebe um defeito no seu carro: a solução é a montadora concorrente assumir a produção daquele veículo? Você descobre que a roupa que acabou de comprar na famosa loja tem um defeito: a solução é adquirir roupas importadas, porque lá fora não existe erro?

Se suas respostas foram negativas, então continue lendo. Vi minha casa sendo roubada por bandidos que colocaram armas em mim e na cabeça de minha família: a solução é acabar com a Polícia Militar? Vamos extinguir o Corpo de Bombeiros porque o Museu incendiou-se? Vamos substituir companhias aéreas pelas que nunca tiveram problemas em seus aviões (se é que existem)?

Se você continua respondendo não, então por que esse discurso de acabar com as estatais que fazem a história desse país diariamente, fornecendo combustível, comunicação, pesquisa e tecnologia – entre outros bens e serviços – que são responsáveis pela economia e pelo bem-estar dos milhões de brasileiros há décadas?

A resposta é que em situação de crise econômica alguns preferem a velha mania de escolher um suposto vilão que pague o pato. Todos nós sabemos que o dinheiro gasto na construção de cada hospital, escola, posto de saúde, viaduto, praça;  na compra de ambulância, de merenda escolar e até de papel para impressora é superfaturado e, com o mesmo valor, dava para construir e comprar umas cinco vezes mais. E quem é que está por trás dessa roubalheira? Com certeza não são os milhares de servidores e empregados públicos legalmente concursados que todos os dias fazem o Brasil funcionar.

A essa altura você já começa a enxergar onde estão os verdadeiros vilões. A Lava Jato todos os dias mostra quem são eles. Olhe as listas divulgadas pela Polícia Federal com atenção e você não encontrará motivos para fechar as estatais ou, numa linguagem bonita, num lindo eufemismo, “privatizá-las”. Ou seja, os vilões são os mandachuva da política partidária e das grandes empresas privadas – privadas, repito – que se deixaram corroer pelo câncer da corrupção. Se é preciso diminuir o Estado para minimizar gastos, o meio mais eficaz e que não causa a catástrofe social do desemprego é o combate contínuo da corrupção de quem quer que seja.

No restaurante, diante da mosca na sopa, é claro que todo gerente faria tudo para providenciar outro prato digno de ser digerido. O mesmo acontece com qualquer setor do comércio, da indústria e da prestação de serviços: a ideia é fazer o melhor para o cliente, garantindo o lucro e o emprego direto e indireto de milhões de brasileiras e brasileiros, todo dia. O mesmo pode ser dito para as forças armadas e para as polícias. Longe de qualquer ideia esdrúxula, elas precisam, isso sim, aumentar o contingente de soldados e policiais, melhores equipamentos, maiores salários e maior respeito pela farda que usam – como acontece em outros países que dignificam o servidor público.

Colocar a culpa no Cabral, na corte de Dom João VI, no pós-64, no partido A ou B, ou nas estatais é desviar comodamente o alvo de como melhorar o Brasil diariamente e não somente em época de eleições. E se você leu até aqui, talvez concorde comigo: é a mosca da sopa que estraga tudo. Ela se chama corrupção, e não estatais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Zero à esquerda

Em matemática, o zero à esquerda da vírgula não modifica o número. É, assim, algo inútil.

Já no ambiente corporativo o zero à esquerda modifica sempre, para pior, o trabalho ao seu redor.

O zero à esquerda corporativo é submisso por natureza. Não tem opinião, aceita qualquer coisa sem reagir, desde que o deixem em sua cadeira recebendo seu salário. 

O zero à esquerda é um mau exemplo, que muitas vezes mostra como pode ter longevidade em seu emprego quem não se posiciona, não luta por uma ideia, não defende sua equipe. Se vai ficando muito tempo numa posição, isso acaba desmotivando os que se entregam ao trabalho, que buscam melhorar, que valorizam o mérito e suas equipes. 

Quando o zero à esquerda exerce uma posição de liderança, sempre conquistada de forma transversa, como por uma indicação política, por exemplo, seus subordinados é que acabam pagando o pato, pois não encontrarão nunca respaldo, já que a prioridade dele será sempre sobreviver, custe o que custar, incluindo as cabeças de seus auxiliares, se for necessário.

Se você enxergou alguém nessa descrição, não se trata de coincidência. Os zeros à esquerda existem mesmo e estão por aí deteriorando o ambiente corporativo, sempre acobertados por padrinhos que nunca se importam com seu desempenho.

Dois futuros para os Correios

Em diversas oportunidades, tenho respondido da mesma maneira aos colegas e a outras pessoas que me perguntam sobre o futuro da Empresa. Minha resposta é sempre na mesma linha: se conseguirmos que se extirpe da Empresa o câncer que a acomete, chamado de politização da gestão, patrocinado pelos partidos que se apropriam dos Correios e aqui entronizam indicados políticos despreparados e incapazes de dirigir uma organização desse porte, teremos muita chance de sobreviver como organização pública, recuperando a credibilidade que já tivemos e retomando uma trajetória positiva.

Se, por outro lado, a fórmula continuar a mesma no novo governo, ou seja, a Empresa ser entrega novamente a um partido político, para continuar repetindo o que acontece diariamente com os técnicos que vêem suas carreiras solapadas por ingerências de cunho político, prosseguiremos no mesmo rumo de declínio organizacional que temos trilhado.

Há, portanto, apenas uma bala de prata. Ou ela acerta o alvo e a Empresa tem um futuro promissor pela frente, ou estaremos todos condenados a ver uma estatal que já foi referência em seu setor ser reduzida a um departamento deficitário e pouco eficiente, graças aos perversos efeitos do que o Governo Federal tem feito com os Correios, ao permitir que a organização tenha seus valores destruídos para viabilizar a acomodação aqui dos interesses de partidos e de políticos.     

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Transição governamental

Em tempos de transição governamental, quando estaremos elegendo um novo Presidente da República e novos representantes para o Legislativo, consideramos oportuno destacar, dentre as centenas de postagens do blog, algumas que podem contribuir mais fortemente para a compreensão dos Correios e de sua importância para o Estado.

- Cinco anos no Conselho de Administração dos Correios 

- Que tal o Governo Federal presente em todo o país?

Os Correios no novo governo - problema ou "joia da coroa"?

- Mensagem para o candidato Jair Bolsonaro

- Mensagem para o candidato Geraldo Alckmin

- Parcerias

- Forças do atraso em ebulição

- Escolhas

- O elefante sabe dançar

- O desenvolvimento empresarial dos Correios

Que tal tratar de profissionalização da gestão em vez de privatização?

Fechamento de agências - falácias, mentiras e parametrização conveniente

- Fechamento de agências - posição do conselheiro

- A virada da qualidade

- Tem que entregar!

- Os três fatores

- Dividendos

- O lugar dos Correios é no coração dos brasileiros

- Sonho ou visão?

Não deveria haver espaço para indicados políticos em estatais

Culpa "in eligendo"

- Pós-emprego no relatório da CGU

- Pós-emprego II

- Pós-emprego I

Sobre privatização e abertura de capital - II

Desmistificando falácias e inverdades sobre os Correios

Carta enviada aos titulares do MCTIC, Fazenda e Secretaria Geral da Presidência da República

Um outro efeito da politização da gestão

- Prioridades para a Gestão

- Produtividade

- Legislação Postal

- Cartas Pessoais e Comerciais

O desafio do comércio eletrônico para os Correios

- O charme da comunicação em papel

- Das causas da crise à solução

Privatização x Profissionalização de Gestão

- A profissionalização da gestão é a solução

- Uma grande e vigorosa empresa