sábado, 31 de dezembro de 2016

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Decreto regulamenta Lei nº 13.303/2016

O Governo Federal publicou ontem (28/12) no DOU o Decreto nº 8.945/2016, regulamentando a Lei nº 13.303/2016, conhecida como Lei de Responsabilidade das Estatais.

No site do Ministério do Planejamento, há uma matéria contendo um resumo do conteúdo trazido pelo Decreto, assim como informações complementares sobre o assunto.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Regular, com ressalvas

Na 12ª ROCA de 2016 nos foi trazido o Certificado de Auditoria Anual de Contas - 2015, elaborado pela CGU.

De forma análoga ao que ocorreu em 2014, a nota dada a cada um dos conselheiros foi "regular com ressalvas", desta feita principalmente em função dos resultados econômicos negativos da Empresa.

Na oportunidade, apresentamos manifestação, para registro em ata, reportando diversas recomendações e sugestões que expressamos em reuniões ocorridas em 2015, objetivando contribuir para a melhoria dos resultados da Empresa. Infelizmente, porém, apesar de nossos esforços, os resultados econômicos do ano de 2015 não foram bons, como também não foram os de 2014 e não serão os de 2016.

Continuaremos firmes em nosso propósito de ter participação destacada nas reuniões do Conselho de Administração e de tentar contribuir, como temos feito, no limite de nossa responsabilidade, para que a Empresa supere este quadro de déficits e retome o equilíbrio.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Políticas? Diretrizes? Pra que?

O Conselho de Administração aprovou na 12ª ROCA a revogação das Diretrizes e Política para Alocação, Retenção e Valorização de Empregados no Exercício de Funções Gerenciais e Técnicas. A materialização dessa decisão se deu pela extinção do anexo 38, Capítulo 2 do Manual de Pessoal, Módulo 1.
O conselheiro eleito pelos trabalhadores não participou das discussões e da votação, em decorrência de interpretação de que essa participação não seria possível devido às vedações existentes na Lei nº 13.303/2016. 
Temos, porém, como funcionário, opinião que gostaríamos de deixar publicada no blog, para que não haja dúvida sobre nossa posição a respeito desse tema.
Primeiramente, é importante registrar que essa revogação se deu sem que a área de gestão de pessoas nos oferecesse normativo substituto. Assim, se extingue um mecanismo que poderia, se fosse bem parametrizado e devidamente operacionalizado, assegurar uma melhor alocação dos empregados nas funções e não se oferece nada melhor para substituí-lo, agravando ainda mais um quadro de desprofissionalização endêmica da organização, com a proliferação de "indicações" em substituição a critérios e mecanismos técnicos para seleção de lideranças.
Prosseguimos assim na desmontagem das políticas e dos mecanismos de gestão de pessoas, favorecendo cada vez mais a possibilidade de as indicações serem feitas de acordo com a vontade dos dirigentes e gestores de plantão e caminhando no sentido contrário dos valores preconizados em nossa identidade corporativa.
Extinguir a referida Política sob a alegação de "dificuldades para operacionalização" poderia ser comparado, por analogia, a algo como revogar a Constituição Federal porque não se estaria conseguindo "operacionalizar" os princípios previstos na Carta Magna. 
Com um mínimo de competência e vontade, uma área de gestão de pessoas teria condições de oferecer uma política ajustada, melhorada e mais aderente à situação presente da Empresa. Não foi isso que aconteceu e nem isso que foi cobrado pelos colegiados decisores. Apenas aprovaram a extinção, ratificando a desmontagem em curso.
Nesse rumo, talvez deixemos de precisar, em breve, de um Manual de Pessoal na Empresa. Bastará fazer tudo "como a chefia mandar"!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Respeito, sempre!

Nestes dias, temos recebido inúmeros contatos de colegas preocupados com o desenrolar do processo de redução de funções que a Diretoria da Empresa decidiu promover, na administração central e nas DRs.

A falta de critérios claros, objetivos, justos e bem divulgados, aliado ao momento em que tais medidas são anunciadas e a forma como alguns trabalhadores estão sendo tratados, tem deixado o pessoal desanimado, em alguns casos, e revoltado em outros, porque esperavam receber mais consideração da Empresa e de seus superiores, mesmo num momento de crise como o atual.

Aos colegas que se sentiram ofendidos pessoalmente com o tratamento recebido de seus superiores, estamos recomendando que formulem denúncias na Comissão de Ética da Empresa ou até que consultem seus advogados sobre eventuais medidas judiciais. Momentos de crise não podem ser utilizados para aprofundar o triste processo de aparelhamento político-partidário que se instalou na Empresa. Também não pode servir para dirigentes e chefias acomodarem amigos e destituírem, para isso, trabalhadores de desempenho e conduta ilibada.

Infelizmente, a falta de critérios para designação de funções, um mal aprofundado nas últimas gestões da Empresa, favorece a ocorrência de medidas completamente reprováveis em momentos de mudanças que implicam reduções em estruturas. Mas o "RESPEITO ÀS PESSOAS, COM TRATAMENTO JUSTO E CORRETO À FORÇA DE TRABALHO" continua presente na Identidade Corporativa da Empresa e deve ser rigorosamente observado por todos na organização, incluindo dirigentes, chefes de departamento etc, assim como também deve ocorrer com relação às disposições do Código de Ética, especialmente o inciso VI do Art. 4º, que prevê que, na relação com seus empregados, os Correios, em relação aos empregados, se comprometem a promover a igualdade de oportunidade para todos os seus empregados, em todas as políticas organizacionais, privilegiando o critério do mérito individual para ascensão profissional

RTSA - embate entre trabalhadores iludidos e lesados e um governo perdulário

A questão do pagamento da RTSA - Reserva Técnica de Serviço Anterior do Plano BD do POSTALIS está judicializada, com ações movidas pelo POSTALIS e por outras entidades, como a ADCAP, contra os Correios.

Sobre o tema, houve algumas manifestações recentes, do Conselho Fiscal e nossas, que podem ilustrar o distanciamento que existe entre as visões:
Em suma, podemos dizer que trata-se de um embate judicializado entre trabalhadores iludidos e lesados em seus direitos, por um lado, e governos perdulários por outro. Aos trabalhadores, que estão com sua remuneração reduzida para cobrir os rombos produzidos no POSTALIS, incluindo a RTSA, resta esperar que a Justiça cumpra bem (e logo) seu papel e reponha a verdade dos fatos.

Fundos de Pensão - profissionalização da gestão

Na matéria da Rádio Senado, notícia sobre a aprovação, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), de proposta que busca proteger os fundos de pensão contra influências políticas.
Ouça a matéria no link:
 http://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2016/12/ccj-aprovou-proposta-que-protege-fundos-de-pensao-contra-influencias-politicas

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PDI

A aproximação do anúncio de um novo plano de desligamento incentivado tem criado grande expectativa entre os colegas com mais tempo de trabalho, pois muitos esperam poder aderir ao plano e se retirar da Empresa.

Como tenho mencionado em postagens no blog, trata-se de um tema que não posso acompanhar no Conselho de Administração, devido às vedações da Lei nº 12.353/10. As informações que recebo a respeito são oriundas dos próprios colegas ou, em alguns casos eventuais, de fonte oficial da Empresa. Assim, quando trato do assunto, não o faço na condição de conselheiro, mas sim de um ecetista preocupado com o futuro de seus colegas.

Dito isso, tenho me preocupado com as informações extra-oficiais que andam circulando sobre o assunto e que indicam que o plano e seu contrato podem ser diferentes do que o pessoal imaginava. Assim, como mencionou a ADCAP na nota que pode ser lida nesse link, é importante que os interessados no PDI examinem com muita atenção as informações e documentos que forem divulgados sobre o tema antes de tomar a decisão de aderir ao plano, pois trata-se realmente de uma decisão que impactará o futuro de cada um. Conversas com familiares e, se possível, com advogado de confiança também são recomendáveis, para que a decisão seja bem balizada e consciente.

Tenho grande apreço pelos colegas que labutam na Empresa há muito tempo, vários dos quais conheço pessoalmente, e espero que sejam tratados com a dignidade e o respeito que merecem neste momento de retirada, após terem ajudado a construir, com seus esforços individuais, a boa reputação dos Correios. Não pode ser menos que isso!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Expurgo de ladrões

Temos sido bombardeados diariamente por notícias que trazem termos como "desvios", "corrupção" e outros que, em minha modesta opinião, são, em geral, tentativas de amenizar os termos que um cidadão comum entende melhor, como, por exemplo, ladrão. Ou, ainda pior que isso, uma tentativa de transformar crimes em meras contravenções. 
Quem "desvia" recursos de um fundo de pensão é ladrão e não só corrupto.
Quem recebe propinas de um fornecedor contratado a preço super-faturado por uma estatal ou uma caixa de assistência é ladrão também.
E lugar de ladrão é na cadeia, além de também ter que devolver tudo o que roubou. 
Desvio pro próprio bolso não é uma simples contravenção, mas sim um crime. É roubo!
A sociedade brasileira parece que vai acordando para essa realidade e deixando de ser leniente com os ladrões, de colarinho branco ou não, escondidos atrás de mandatos políticos ou não.
É um processo histórico, que precisa ser levado a cabo para separar o joio do trigo, os maus dos bons, os desonestos dos honestos.
Torço pelos bons e honestos. E pelo expurgo dos ladrões!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Apresentação da Accenture - Alto desempenho no setor postal

Tive oportunidade de assistir hoje uma apresentação da Accenture sobre o estudo realizado há 10 anos por aquela consultoria sobre as organizações postais de alto desempenho.

Para a Accenture, há 5 fatores principais que diferenciam uma organização postal de alto desempenho:

  1. operam unidade postal lucrativa
  2. viabilizam o comércio eletrônico
  3. possuem estratégia de diversificação e aquisições
  4. focam na criação de valor superior
  5. adotam uma cultura comercial
Não pude deixar de recordar que tais estudos da Accenture foram considerados dentre os inúmeros materiais de referência utilizados na montagem do planejamento estratégico em vigor na Empresa, o Correios 2020. Evidentemente, os estudos disponíveis à época eram distintos do atual, pois o cenário postal era outro, um pouco diferente do que temos hoje. Em sua essência, porém, estes estudos da Accenture trazem norteadores que já seguimos na montagem de nosso planejamento estratégico, o que é bem positivo nesse momento que se propõe a revisão do plano montado em 2010/2011.

Respeito opiniões distintas, que vêem no plano vigente "um sonho inatingível", mas, em sentido oposto a isso, penso que temos um plano muito bem construído e digno de uma empresa que mira estar entre as referências de alto desempenho no setor postal.

Mais importante, portanto, que falar em reconstrução, me parece ser compreender em profundidade por que o plano atual não foi cumprido, que causas impediram, por exemplo, que a unidade postal fosse mais lucrativa, que medidas nos afastaram de ter participação ainda mais forte no comércio eletrônico, o que nos impediu de diversificar nossos negócios e concretizar as aquisições de participações vislumbradas, o que nos levou a deixar de inovar, o que nos afastou do mercado e de nossos clientes etc. Obter as respostas para estas questões, localizar suas causas e projetar sua correção talvez seja o grande produto que uma grande consultoria pode nos trazer neste momento.

Além disso, tenho dito aos colegas que me indagam sobre o tema, que nenhuma consultoria será capaz de modificar a trajetória de uma empresa que não conte com uma boa direção. Assim, a grande questão de fundo não é se essa ou aquela consultoria será capaz de encontrar uma fórmula mágica para recolocar a Empresa nos trilhos, mas sim se teremos uma direção capaz de aproveitar o que uma grande consultoria pode oferecer de conhecimento, suporte e informações.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Plano de Funções e Critérios para Designação

Alguns colegas nos indagaram a respeito da nova prorrogação da "flexibilização dos requisitos mínimos de acesso às funções gerenciais e técnicas".

O que podemos dizer a respeito? Apenas que, desde setembro/2014, após já termos nos manifestado inúmeras vezes em reuniões do CA sobre a ausência de um plano de funções na Empresa e também de critérios adequados para designação de funções, apresentamos, a convite do Presidente do colegiado, um estudo sobre esses temas, conforme pode ser visualizado nos seguintes links:

Por leniência, incompetência ou outra razão ainda pior, esses temas continuam sem o adequado tratamento nos Correios, produzindo efeitos nocivos contra os trabalhadores que esperam encontrar na Empresa um ambiente saudável de desenvolvimento e de reconhecimento profissional.

Estamos fazendo nova reiteração do tema junto à Presidência do CA.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Atas - 10ª reunião ordinária e 10ª reunião extraordinária

Foram publicadas no site dos Correios as atas da 10ª reunião ordinária e da 10ª reunião extraordinária do CA. Nessas reuniões, foram tratados diversos temas de interesse dos trabalhadores, como pode ser observado nos seguintes links:

- 10ª Reunião Ordinária

- 10ª Reunião Extraordinária

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Forças do atraso

Acompanhei, com grande expectativa, a geração da chamada Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei nº 13.303/2016), como pode ser visto em postagens anteriores aqui no blog.

Acredito que a nova Lei plenamente aplicada às empresas públicas, às sociedade de economia mista e suas subsidiárias trará avanços muito importantes para a governança dessas instituições.

Infelizmente, porém, o que chamo de "forças do atraso" continuam agindo para manter práticas que, a bem do serviço público, já deveriam ter sido eliminadas há bastante tempo.

A leitura de um artigo hoje (link) comentando a forma como estão sendo indicados por partidos os Vice-Presidentes da CAIXA deveria indignar cada brasileiro que espera ter instituições eficazes no setor público. Nos Correios, na CAIXA e em outras instituições controladas pelo Governo, esse processo de indicação política para os cargos de gestão estratégica tem condenado essas organizações a serem mal administradas, porque as escolhas dos dirigentes não é feita por critérios técnicos ou meritocráticos, mas sim por afinidade política.

É assim que jabutis aparecem em altos galhos de árvores e lá ficam sem saber o que fazer. É assim que grandes organizações públicas brasileiras vão perdendo avanços de qualidade conquistados com muito trabalho durante vários anos de melhorias.

É assim que temos mais do mesmo tentando se perpetuar, apesar dos esforços de bons legisladores em tentar mudar esse quadro com leis como a Lei nº 13.303/2016.  

É preciso dar um basta a essas "forças do atraso" e perceber que a definição dos dirigentes de grandes estatais precisa ser feita com melhores critérios!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Participação em evento da ADCAP PR

Na noite desta segunda-feira (05/12), participamos de evento promovido pela ADCAP PR, quando pudemos conversar com os colegas paranaenses a respeito do trabalho no Conselho de Administração e de nossa visão sobre as principais questões da Empresa neste momento. Estiveram presentes, também, a Presidente da ADCAP Nacional, Maria Inês, o Diretor Administrativo-Financeiro do Postalis, Luiz Alberto, e o Conselheiro da Postal Saúde, Jorge Ribeiro,

POSTALIS - penalidades a ex-dirigentes e ex-gestores

Recebi hoje uma coletânea das recentes publicações envolvendo a CRPC - Câmara de Recursos da Previdência Complementar e decisões da PREVIC - Superintendência Nacional de Previdência Complementar, versando sobre autuações daquela autarquia.

Ao ler o material (link para a coletânea), salta aos olhos a incidência expressiva de publicações e decisões envolvendo o POSTALIS.

Isso não é propriamente uma surpresa, pois a leitura de coletâneas anteriores possivelmente mostrasse o mesmo quadro - o POSTALIS lidera, com ampla margem, o ranking de aplicação de multas e outras penalizações pela PREVIC.

O que isso significa, além de que alguns ex-dirigentes e ex-gestores estão recebendo diversas multas em valores que se situam em cerca de R$ 47 mil per capita por autuação?

Significa, certamente, que o instituto de seguridade dos Correios esteve confiado a um grupo de pessoas que praticou ali toda sorte de ilícitos, acobertados por entidades que viabilizaram seus atos.
Assim, tão ou mais importante que aplicar tais penalidades é responsabilizar, também, as entidades que "viabilizaram" a atuação desse grupo, certamente ignorando normas, boas práticas etc.

E mais importante ainda: trazer de volta para o instituto recursos para compensar o que de lá foi extraído indevidamente.

Aos participantes interessa que sejam devidamente esclarecidos todos os desvios e irregularidades ocorridas no POSTALIS e punidos todos os culpados, sejam pessoas ou instituições, mas interessa especialmente que se busque a recuperação de recursos, visando atenuar os efeitos do perverso equacionamento que se encontra em curso para reequilibrar o plano BD saldado, o mais desfalcado nesse processo todo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ladrões de aposentadorias


Como tem acontecido nos últimos finais de meses, percorri hoje com os olhos meu contra-cheque e me fixei numa rubrica específica que ali se encontra: CONTRIBUIÇÃO EXTRA POSTALIS BD. Trata-se de contribuição extraordinária que os participantes do fundo BD saldado do POSTALIS terão que pagar por mais de 17 anos.

O desconto lançado não é pequeno. Me faz falta no orçamento mensal, como também acontece com os outros milhares de colegas, na ativa ou já aposentados, que estão sendo obrigados a pagar essa contribuição e que, em breve, serão convidados a aumentá-la, para cobrir novo déficit ocorrido em 2015, em função dos baixos rendimentos obtidos pelos ativos que compõem o fundo.

Pergunto-me até onde iremos com esse calvário que nos foi imposto por verdadeiros crimes cometidos contra nosso patrimônio, como já se noticiou muito na mídia. Quanto ainda teremos que pagar sem ver a justiça encontrar e punir os meliantes que nos colocaram nessa situação e também seus patrocinadores, políticos em altos postos da República?

No POSTALIS não fomos vítimas de administradores ineptos, que aplicaram mal nosso dinheiro. Fomos assaltados por pessoas convenientemente indicadas e protegidas por políticos e isso tem que ser passado a limpo logo, a tempo de os lesados ainda verem alguma justiça, com prisões sendo feitas e pelo menos parte dos recursos desviados sendo recuperada.

Deveria ser mais simples e rápido punir ladrões que enriqueceram às custas da dilapidação das aposentadorias de trabalhadores.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vítimas do aparelhamento político-partidário

Nas últimas semanas, em função das postagens feitas no blog sobre o tema, recebi alguns contatos de colegas reportando situações que demonstram continuar em curso na Empresa um endêmico processo de aparelhamento político-partidário. Um desses relatos mencionarei em linhas gerais nessa postagem, por acreditar que representa bem diversas outras situações ocorridas na Empresa.

No caso em apreço, um colega com histórico irretocável de desempenho e de bons trabalhos prestados e extremamente bem qualificado, com  graduações, pós-graduações e até um mestrado estava sendo removido de sua função para "dar espaço" para a designação de outra pessoa, bem mais nova e inexperiente, mas "indicada" por alguém da administração central da Empresa. 

Casos assim deveriam ser tratados como escandalosos, mas continuam acontecendo diariamente na Empresa. Basta um telefonema de uma autoridade e toda a estrutura da Empresa se curva para abrigar um indicado no lugar antes ocupado por alguém que nada fez de errado para merecer a perda de posição.

O caos instalado em nossa área de gestão de pessoas a partir de direções políticas que ali estiveram nos últimos anos se presta a criar o ambiente onde coisas assim podem acontecer sem que seus agentes sejam revelados e responsabilizados. Um Gerente não precisa entender nada da área que vai gerenciar, substituindo outro extremamente qualificado e experiente, assim como um Vice-Presidente não precisa entender nada do negócio ou das operações da Empresa. E assim, vamos seguindo num círculo entrópico que, se não for detido, acabará extinguindo a Empresa.

Em outras organizações, a escolha de lideranças, do topo à base, é feita de acordo com critérios técnicos, como, em certa medida, já aconteceu antes nos Correios. Nalgumas delas, comitês de seleção eliminam ou reduzem substancialmente a subjetividade das escolhas, posto que se consideram o histórico profissional, o desempenho etc na escolha dos melhores candidatos para cada vaga. Algo bem básico em qualquer manual de RH, que foi propositalmente "esquecido" ou "apagado" nos Correios, para permitir que os dirigentes de plantão e suas assessorias terceirizadas (ainda presentes na organização) fizessem literalmente o que quisessem por aqui, em desfavor dos bons trabalhadores, que só tentam fazer bem seu trabalho, sem recorrer a políticos ou padrinhos para buscar promoções.

Esperamos que o acionista ainda perceba os efeitos que o processo de aparelhamento político-partidário causa nos Correios e corrija isso, a tempo de evitar a irreversibilidade do quadro. As muitas vítimas desse processo nefasto anseiam por essa correção de rumos, cuja solução parece estar mesmo fora dos muros da organização.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Banco Postal

Temos recebido inúmeras mensagens de colegas indagando a respeito do futuro do Banco Postal. Assim, para que todos conheçam nosso posicionamento pessoal sobre o assunto, trataremos disto, de forma bem resumida, nesta postagem.
Inicialmente, consideramos importante destacar que o segmento de serviços financeiros postais é muito importante para inúmeros correios do mundo, constituindo até mesmo a principal fonte de receita para alguns. Em média, de acordo com dados da UPU, o segmento responde por cerca de 17% das receitas das organizações postais. Não é, portanto, um segmento a ser deixado de lado.
No Brasil, algumas características do País tornam essa atividade ainda mais importante. A diversidade regional é uma delas. Temos municípios e regiões sem agências bancárias, nas quais o banco postal exerce um papel muito importante para a vida das pessoas, que, sem ele, teriam que se deslocar até outras localidades para receber seus proventos e benefícios, consumindo tempo e dinheiro nesse processo, sem contar o fato de que a presença do banco postal sempre dinamiza a economia local.
Quanto à forma de atuação, pensamos que o modelo de parceria com um banco (correspondente bancário) seja uma delas, mas não a única viável. Em outros correios há operações diretas (os correios possuem um banco ou são sócias de um) ou então a prestação de serviços para diversos bancos, como acontece, por exemplo, na Austrália. Certamente, o mais simples seria continuar como correspondente bancário, devido à experiência acumulada, mas não descartaríamos a possibilidade de a Empresa vir a explorar outras alternativas no futuro. 
Com relação aos problemas operacionais vividos pelo banco postal, como assaltos, por exemplo, entendemos que se trate realmente de uma questão que precisa ser enfrentada, principalmente com a articulação das diversas instâncias de segurança pública, posto que se trata de uma problemática que abrange não só o banco postal, mas os próprios bancos e outros estabelecimentos comerciais. Tomar esses problemas como causa para, por exemplo, desativar o banco postal, nos parece um caminho ruim, que acabaria inviabilizando economicamente inúmeras agências e, por consequência, os resultados da Empresa e uma de suas características estrategicamente mais valiosas, que é a presença nacional.    
Esperamos que a Empresa supere logo a atual etapa de indefinição quanto à parceria e possamos concentrar esforços no atendimento dos clientes que preferem fazer suas transações bancárias em nossas agências, por se sentirem mais em casa por aqui ou por verem mais conveniência nisso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Informe sobre reuniões do dia 23/11

Encaminhamos hoje aos colegas nosso informe sobre a 10ª reunião extraordinária e a 11ª reunião ordinária do Conselho de Administração.

Você pode ler a mensagem neste link.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Indicações políticas e a deterioração da gestão

Recebi hoje a mensagem de um colega mencionando a substituição, por indicação política, de um gestor altamente qualificado para a função que exercia. O colega mencionou expressamente o seguinte: "Durante toda sua campanha na primeira e segunda eleição, foi colocado de forma clara que iria trabalhar visando corrigir as indicações políticas dentro da Empresa, mas não é o que está ocorrendo. Em todo Brasil continuam os desmandos com o interesse público, principalmente nos Correios."
Respondi ao colega que não foi só durante a campanha que tratei desse tema, que tenho abordado esta questão em reuniões do Conselho de Administração, em entrevistas e também em postagens aqui no blog.
Não tenho dúvida de que o aparelhamento político-partidário é a grande causa dos maiores problemas enfrentados pela Empresa. E também nenhuma dúvida que se trata de uma verdadeira doença corporativa que precisa ser extirpada dos Correios e de outras estatais brasileiras.
Um técnico qualificado e competente jamais deveria ser substituído por outro "indicado". Corretos estão os colegas que, ao ver isso acontecer, se revoltam. 
Uma empresa precisa ter mecanismos claros e justos de seleção e de avaliação de gestores. Isso não pode ficar apenas nas mãos de uma chefia superior, que, em muitos casos, é já uma indicação política.
Espero que o colega que me escreveu e os outros que se preocupam com este assunto não tenham dúvida de que esta é uma batalha da qual não nos afastaremos. O aparelhamento político-partidário dos Correios tem que ser erradicado, custe o que custar! 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Código Brasileiro de Governança Corporativa para Companhias Abertas


Entre outras inovações, o novo código traz o princípio do "pratique ou explique", ou seja, não exige que as companhias sigam determinadas recomendações mas obriga que elas justifiquem seus motivos para o não cumprimento dessas. Com isso, se busca ampliar a transparência das companhias e permitir que os investidores possam avaliar as empresas com mais informações em mãos e aceitarem ou não as explicações fornecidas pelas companhias. 

O código foi elaborado por um Grupo de Trabalho Interagentes que reuniu onze das mais importantes entidades relacionadas ao mercado de capitais (ANBIMA, ABRAPP, ABRASCA, ABVCAP, AMEC, APIMEC, BM&F BOVESPA, BRAIN, IBGC, INSTITUTO IBMEC e IBRI, além de BNDES e CVM como entidades observadoras). E teve como objetivo fortalecer as práticas de governança corporativa nas empresas e nas estruturas de proteção dos acionistas. Agora está sendo incorporado à regulação da CVM - Comissão de Valores Mobiliários, a exemplo do que já ocorre em outros países.

Embora a Empresa (Correios) não seja uma companhia aberta, pode encontrar em instrumentos como este importantes indicações de medidas adequadas para aperfeiçoar sua governança corporativa.

Leia o código aqui.

domingo, 6 de novembro de 2016

O aparelhamento político-partidário dos Correios e a queda dos resultados empresariais

Quando o Governo Federal confia uma estatal a um grupo político, como tem acontecido sistematicamente com os Correios e com outras estatais brasileiras, coloca em risco a própria sobrevivência da organização, pois a gestão de um grande empreendimento demanda um conjunto de qualidades que não são comuns a políticos, mas sim a gestores devidamente qualificados e experientes.
Urnas eleitorais nos permitem escolher representantes para legislar, para nos representar no Congresso, o que é muito diferente do cotidiano de uma grande empresa, que demanda de sua direção outras qualidades, conhecimentos e experiências. 
Ex-parlamentares podem falar bem, ter boas relações no Congresso ou no Governo Federal, mas o que isso tem a ver com a direção ou com o assessoramento superior de uma estatal, que é uma grande empresa como outra qualquer, com demandas de decisões relacionadas a negócios, operações e administração?
Uma estatal precisa na verdade de bons gestores, bem contratados, treinados e sistematicamente avaliados. Não precisa de políticos nem de seus indicados, que furam filas para ocupar posições que tecnicamente deveriam ser confiadas a outros.
Ignorar isso e "entregar" a estatal a um partido ou a um grupo político acaba produzindo um quadro como o que se instalou nos Correios nos últimos anos, com resultados decrescentes em todos os aspectos. E chega a ser ofensivo para os trabalhadores ouvir cada político ou indicado se apresentar como o "salvador da Pátria", que chega para "tirar a Empresa do buraco", quando, na verdade, em geral nem condições técnicas possuem para somar esforços ao que já vem sendo feito.
Um caso emblemático que ocorre em paralelo nos mostra que, com vontade, é possível mudar essa história. Falo da PETROBRAS, que, em poucos meses, deixou de ser um "caso perdido" e tem reconquistado a confiança do mercado com decisões tecnicamente balizadas e sem interferência política na gestão.
O mesmo remédio cabe nos Correios. E o Governo Federal deveria saber disso.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Canais de relacionamento com os empregados

Do "Primeira Hora" de 25/10/2016:

Canais de relacionamento com os empregados

De acordo com o tipo de necessidade do empregado, a empresa disponibiliza canais formais de comunicação para acolher e processar suas demandas. Conheça um pouco mais sobre cada um deles.

Canal Denúncia – centralizado na Ouvidoria dos Correios, pode ser utilizado por clientes e empregados. Denúncia é a comunicação de prática de ato ilícito ou irregular, portanto não deve ser confundida com reclamação, sugestão ou crítica. Podem ser apresentadas denúncias sobre conduta de empregados, fraudes, assédio, corrupção e crimes contra o serviço postal, dentre outras irregularidades que possam causar dano aos Correios, aos seus empregados, clientes e demais públicos de interesse. O canal denúncia pode ser acessado no site dos Correios, no endereço www.correios.com.br/denuncia ou na página inicial da Intranet, no espaço Corporativo.

Canal Aberto com a Diretoria (CAD) - serviço de relacionamento entre o empregado e a direção da empresa. Poderá ser utilizado para o registro de reclamações, sugestões e elogios. O link de acesso ao CAD está disponível na página principal da Intranet, no Espaço do Empregado.

Caixa Postal – destinado ao atendimento exclusivo de empregados da AC, para solicitação de assuntos pessoais de cadastro, esclarecimento de dúvidas sobre pagamento e benefícios. O contato poderá ser realizado através do endereço: AC - CEGEP - AtendeEmpregado - Caixa Postal atendeempregado@correios.com.br. Para os empregados nos Estados, esse tipo de atendimento é realizado nos canais disponibilizados pelas Gerências de Recursos Humanos. 

sábado, 22 de outubro de 2016

Relatório da CGU

Recebemos algumas mensagens de colegas sobre um relatório da CGU que tem circulado em redes sociais, tratando de temas como o Banco Postal e a Postal Saúde.

Não sabemos dizer se o relatório é ou não verdadeiro, pois não recebemos oficialmente nada a respeito ainda. Também não sabemos se é um documento público ou reservado.

Como, porém, alguns colegas têm retirado frases do relatório para, a partir delas, tecer críticas, solicitamos aos demais colegas que eventualmente tenham recebido cópias desse relatório que o leiam completamente, para formar adequado juízo.

No que se refere à Postal Saúde, a versão de relatório nos cita inúmeras vezes, já que pedimos formalmente uma auditoria naquela entidade em 2014, além de termos feito inúmeros registros a respeito em reunião do Conselho de Administração, conforme consta no próprio relatório e foi informado em nossos boletins e no blog nas respectivas ocasiões.

Temos convicção de que a leitura completa do documento reforçará nos colegas a confiança depositada em seu representante no conselho de administração e demonstrará, mais uma vez, como é importante ter no colegiado um representante com posições claras, firmes, corajosas e consistentes. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Reunião com a direção da Postal Saúde

Tive oportunidade, nos dia 20 e 21/10 de me reunir, a convite, com a Diretoria da Postal Saúde.

Durante a reunião, tomei conhecimento de uma série de ações que a atual direção está implementando para melhorar o atendimento e os resultados da entidade.

De forma análoga ao que percebi em outra reunião anterior com uma direção também formada por técnicos de carreira da Empresa, constatei o empenho de nossos colegas que lá estão em melhorar processos, otimizar sistemas e reduzir custos operacionais da Postal Saúde. Acredito que, com tempo e o apoio adequado, os colegas conseguirão realmente melhorar a situação e talvez até tornar nossa caixa de assistência uma referência para o setor. Se, porém, como aconteceu na situação anterior, forem substituídos por indicados políticos, teremos novamente retrocessos e descontinuidades no processo de melhoria.

Abordei a questão das reclamações de descredenciamentos e de suspensões de atendimento e fui informado que estão fazendo o possível para administrar os pagamentos a fornecedores de acordo com o fluxo de caixa que lhes é propiciado pela patrocinadora. Espero que a patrocinadora consiga apoiar a direção da Postal Saúde nessa questão, de forma que nossos colegas possam se dedicar integralmente ao trabalho de melhorar a caixa de assistência em vez de terem que se ocupar prioritariamente em lidar com fornecedores.

sábado, 15 de outubro de 2016

Informativo do Diretor Administrativo e Financeiro do POSTALIS

Recebemos ontem (14/10/2016) o primeiro informativo preparado pelo Diretor Administrativo e Financeiro do POSTALIS, Luiz Alberto Menezes Barreto.

Caso algum colega não o tenha recebido e se interesse em lê-lo, o informativo está nesse LINK.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Herança maldita!

Nos últimos anos, assistimos na Empresa a um processo nefasto de aparelhamento político-partidário que minou os valores empresariais, desmotivou as pessoas comprometidas com a organização e favoreceu a proliferação de apadrinhamentos e a desprofissionalização da gestão.

Este tema já foi amplamente mencionado em diversas postagens aqui no blog; infelizmente, porém, esta questão parece estar ainda bem presente na Empresa, como demonstram mensagens recebidas de colegas denunciando os efeitos nocivos dessa prática.

Uma dessas mensagens, recebidas na semana passada, trazia a seguinte informação:
"Ontem, tivemos aqui em Sergipe a troca do gerente da postal saúde. Saiu um empregado da empresa, com ampla experiência profissional e entrou um ex-prefeito e ex candidato a vereador, da cidade de Carira/SE, que inclusive responde a processos por compra de votos nas eleições de 2010, aumentando ainda mais as nossas despesas."

Ainda sobre a Postal Saúde, outras mensagens anteriores de colegas davam conta de dezenas de contratações feitas de forma semelhante, em passado recente, pelo partido que então "mandava nos Correios".

Nenhuma organização resiste por muito tempo a um processo assim e os Correios já apresentam sinais de exaustão. Isso está espelhado nos resultados da Empresa e de suas entidades patrocinadas - POSTALIS e POSTAL SAÚDE, demonstrando que, se esse processo não for modificado logo, não haverá esperança para nenhuma dessas entidades, pois o aparelhamento político é como uma doença infecciosa grave que se propaga com velocidade e debilita gravemente as organizações públicas onde se instala, incluindo as estatais. Os Correios não escaparam dessa infecção e seus sintomas já indicam que, se não for tratada logo, essa infecção nos levará, usando um paralelo médico, a um quadro de septicemia, sem possibilidade de reversão.

Isso pode ser evitado? Talvez sim, se o Governo Federal perceber logo que o mesmo remédio que vai salvando a PETROBRAS e o BNDES precisa ser aplicado aos Correios. A fórmula da profissionalização da gestão, do topo à base, e da eliminação da interferência política na gestão de estatais já está sendo adotada com sucesso em outras Instituições como as citadas, as quais também padeceram de má gestão nos últimos anos. Isso pode funcionar também nos Correios.

Nos parece lógico, para não dizer óbvio, que se deva, por exemplo, escolher líderes por suas qualificações, competências e desempenhos apresentados e nunca pelos relacionamentos mantidos com políticos ou por indicações recebidas (o que macularia os princípios da impessoalidade e moralidade que regem a administração pública). Ou que entidades como a POSTAL SAÚDE devam ter estruturas bem enxutas, preenchidas com pessoal devidamente selecionado e com remuneração apropriada às atividades desenvolvidas, tudo administrado com rigoroso controle de custos e respeito aos valores empresariais, especialmente a MERITOCRACIA.

O remédio para a herança maldita deixada nos Correios está, portanto, à mão do acionista, o Governo Federal, que pode aplicá-lo e salvar a Empresa, como já está fazendo com outras instituições, ou deixá-la entregue à própria sorte, caminhando para o abismo, aprisionada pelo processo destrutivo do aparelhamento político-partidário que mina a saúde e os resultados de uma estatal que já foi referência mundial.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Reajuste Salarial - Funções e Remuneração Singular

Após o anúncio do acordo coletivo, recebi inúmeras mensagens de colegas que exercem funções de gestão na Empresa, indagando sobre o reajuste das remunerações singulares e das gratificações de função. No caso de gestores operacionais, alguns dos colegas reportaram situação em que seria economicamente melhor deixarem de ser gestores porque acabariam recebendo mais que na posição em que se encontravam.
Para os colegas que me escreveram, respondi, em geral, que o Conselho de Administração não trata de reajustes salariais. Este tema é de alçada da Diretoria Executiva, mas, mesmo assim, estava encaminhando diversas das mensagens recebidas à direção da Empresa, para que tomassem conhecimento do assunto.
Em minha opinião, essa questão já deveria estar superada há muito. A Empresa tem um PCCS implantado e se reajustar sempre os salários e funções com os mesmos critérios, por ocasião do acordo coletivo, manterá a lógica do plano. Ao deixar de reajustar as funções e remunerações singulares, como aconteceu nos últimos anos, se compromete a própria lógica do plano. Além disso, se penaliza um grupo de trabalhadores que também é muito importante para o alcance dos objetivos empresariais.
Espero que os colegas que apontaram o problema recebam atenção e adequada resposta da direção da Empresa.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Resposta para o Pedro e seus colegas

A pergunta trazida na camiseta usada pelo Pedro e por diversos outros colegas nas sessões da CPI dos Fundos de Pensão começa a ser respondida por meio das operações empreendidas pela Polícia Federal focadas nos grandes fundos, incluindo o POSTALIS.
Até o momento, já foram realizadas duas operações, que resultaram em bloqueio bilionário de bens, como carros de luxo, avião e imóveis, assim como a prisão temporária de alguns envolvidos e a condução coercitiva, para depoimento, de vários outros.
O que ocorreu com os fundos de pensão brasileiros é mesmo caso de polícia, como vinham denunciando as representações dos trabalhadores, com destaque para a ADCAP, que tomou a causa como bandeira de luta há algum tempo.
Infelizmente, para os participantes e assistidos que já estão pagando a conta dos rombos do POSTALIS, a recuperação dos recursos desviados de seu fundo ainda poderá demorar um pouco, pois a justiça tem seu tempo e os processos terão que seguir seu trâmite até as decisões finais.
Porém, é importante registrar que a justiça começa a ser feita e que as pessoas que deram causa à destruição do patrimônio dos participantes e assistidos começam a ter que prestar contas, o que, para o Pedro e seus colegas, é um alento e uma esperança.
Acompanhemos o desenrolar dos fatos, as próximas operações da PF que se seguirão, na trilha do que foi relatado pela CPI, e as consequências que terão que vir disso tudo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Sobre privatização e direção qualificada

Respondo diariamente a perguntas de colegas sobre a possibilidade de a Empresa ser privatizada.
Em minha opinião, a Empresa presta serviços de cunho nitidamente público, o que a credencia a continuar sendo vista como parte integrante do Estado, em consonância com as previsões constitucionais e legais existentes.
Com bons resultados, adequada qualidade de serviços e equilíbrio econômico-financeiro, os Correios poderiam continuar sendo um exemplo de organização estatal que cumpre bem sua missão. Não vejo nenhuma impossibilidade nisso, pois a Empresa possui ótimos fundamentos, uma infraestrutura portentosa já instalada e um quadro de pessoal experiente. A própria história da Empresa é prova disso.
O que lhe falta então para retomar esse trilho?
A resposta é simples e direta: uma gestão qualificada, à altura das necessidades de uma grande organização.
A fórmula de loteamento político está esgotada e já se mostrou completamente ineficaz e nociva.
Uma grande empresa merece uma direção à altura de seus desafios, que cumpra à risca todas as exigências legais existentes para o exercício do cargo de dirigente e se disponha a liderar de fato a organização, assegurando seu desenvolvimento. 
Dirigir os Correios não é uma tarefa banal, que possa ser confiada a um indicado político para agradar seu padrinho, seja ele quem for.
O Estado precisa que seus investimentos - suas estatais aí incluídas - sejam muito bem geridos, com profissionalismo e técnica. E isso vale também para os Correios, pois, diferentemente do que pensam alguns que só conhecem a Empresa pelo carteiro de sua rua ou por uma agência de seu bairro, trata-se de uma organização complexa e de grande porte, que está entre as 20 maiores empresas de correios do mundo em faturamento, contando com mais de 115.000 empregados diretos, o que demandaria de seus dirigentes, entre outras coisas, experiência em gestão estratégica de grandes empreendimentos de porte similar aos Correios e conhecimento dos negócios onde a Empresa atua.
Ainda espero que nossos governantes percebam esse quadro e corrijam os rumos que parecem hoje colocados, pois será lamentável ver o Governo Federal mais à frente falando em privatização por não ter escolhido bem os dirigentes dos Correios. Um erro não pode levar a outro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

1º Workshop Design Thinking de Marketing Direto

Na manhã desta sexta-feira (12/08), participamos do encerramento do 1º Workshop Design Thinking de Marketing Direto.

O workshop promovido pela VIPOS possibilitou o desenvolvimento preliminar de uma série de ideias muito interessantes relacionadas ao segmento de Marketing Direto.

Oportunidades como esta são valiosas, pois reforçam a convicção de que a Empresa conta com trabalhadores interessados e capazes de inovar, por um lado, e um manancial de possibilidades de negócios por outro. Ligar esses pontos pode ser o caminho do sucesso.





domingo, 7 de agosto de 2016

Heróis anônimos

Há alguns meses atrás, a instituição de uma CPI dos Fundos de Pensão era apenas uma ideia que mobilizava os dirigentes da ADCAP e alguns parlamentares. Naquela oportunidade, dois colegas tiveram papel decisivo, que começou com a coleta de assinaturas para a instituição da CPI. Podemos dizer hoje, sem exagero, que não fosse o trabalho deles não teria havido a CPI.

A assídua e efetiva participação dos dois colegas nas diversas reuniões da Comissão e seus contatos frequentes com os parlamentares que integravam a Comissão mantiveram sempre acesa a chama do interesse público nos trabalhos da CPI. Jackson e Pedro foram os embaixadores das centenas de milhares de vítimas dos problemas de gestão do POSTALIS, lembrando sempre aos deputados que eram pessoas assim que haviam sido lesadas. E, dessa forma, escreveram um capítulo importante da história.

Reconhecimento

Na última sexta-feira, participei, a convite da direção da ADCAP, de homenagem ao colega Pedro Célio, que recebeu uma placa comemorativa de "Sócio Benemérito" da associação (foto). Jackson havia recebido placa semelhante em outro evento da associação.

São homenagens mais que justas, para dois colegas que muito nos orgulham, por sua dedicação e por seu empenho. As muitas horas de suas vidas dedicadas à missão de fazer acontecer a CPI dos Fundos de Pensão beneficiarão centenas de milhares de pessoas, que poderão, a partir dos trabalhos da CPI, recuperar pelo menos parte do que foi desviado de seus fundos de previdência.

Parabéns ao Jackson e ao Pedro!

Vocês são nossos heróis anônimos que fizeram diferença!

Muito obrigado por nos representarem tão bem no Congresso durante a CPI dos Fundos de Pensão!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Carta do Conselheiro - 03/08/2016

Encaminhamos aos colegas uma carta a respeito da reunião extraordinária ocorrida hoje (03/08/16), para posse de um novo conselheiro e eleição de novos vice-presidentes dos Correios.
Leia aqui a Carta do Conselheiro.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Posse - 28/07/2016


Reunião Ordinária do Conselho de Administração em 28/07/2016

Encaminhamos aos colegas mensagem sobre a reunião do Conselho de Administração ocorrida em 28/07/2016.

Na reunião, foram debatidos diversos temas, como pode ser visto na mensagem enviada.

POSTAL CAP - um novo produto que se consolida

Nesta semana, tive a grata surpresa de saber que um novo produto da Empresa já havia alcançado a marca de um milhão de unidades comercializadas.

O POSTAL CAP chegou lá, em pouco mais de uma ano do lançamento.

Registro meus parabéns às equipes que desenvolveram e promoveram na rede de atendimento este novo produto e espero que a experiência de sucesso se repita em vários outros novos produtos e serviços.

Mais informações no blog dos Correios, em:
http://blog.correios.com.br/correios/?p=16630

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sobre privatização e abertura de capital

Nos últimos dias, inúmeras matérias trazidas pela mídia mencionam uma eventual privatização dos Correios ou a abertura de seu capital. Nesta postagem, trataremos sinteticamente desses temas, apresentando nossa visão a respeito.

Inicialmente é importante destacar que os Correios, como outras estatais, viveram nos últimos anos um período complexo em termos de gestão. A desprofissionalização da gestão, em todos os níveis, da direção superior à base operacional, cobrou sua fatura na qualidade dos serviços e nos próprios resultados financeiros da organização. O conjunto de matérias trazido neste último fim de semana pela revista Isto É Dinheiro , sobre aparelhamento das estatais brasileiras, ilustra bem esse quadro.

Nesta questão central - desprofissionalização da gestão - está, portanto, em nossa opinião, a causa fundamental dos problemas hoje vividos pela Empresa.

Como enfrentar então isso?

É simples: corrigindo o problema, profissionalizando a gestão, desde a alta direção, aproveitando a nova Lei de Responsabilidade das Estatais, até a base operacional, cujos gestores precisam voltar a ser escolhidos por mérito e não por indicação superior, e receber também formação continuada para o exercício de suas funções de liderança.

E a privatização ou a abertura de capital? Seriam também soluções para os Correios?

Em nossa opinião, não. Os Correios, mais que outras organizações, desempenham atividades de cunho eminentemente público, mantendo suas redes de distribuição postal e de atendimento em todo o País, mesmo em regiões onde a agência da ECT é a única representação do Governo Federal. Além disso, a atividade postal está tratada na própria constituição e a Empresa, por ser entendida como "longa mão da União" goza de privilégios tributários típicos do Estado.

Privatizá-la ou abrir seu capital exigiria uma série de medidas preliminares que demandariam tempo, convergência de entendimentos e esforços substanciais, sem contar que se daria num momento em que os ativos em geral estão desvalorizados, devido ao contexto macroeconômico.

Por que fazê-lo, então?

Não seria muito melhor corrigir o problema fundamental de gestão e cobrar que a Empresa volte a ser vista como já foi no passado não muito longínquo - como uma das melhores empresas de correios do mundo, com serviços de altíssima qualidade reconhecidos pela confiança da sociedade, que colocou a ECT no topo do ranking de instituições mais confiáveis, juntamente com a família e os bombeiros?

Parcerias com a iniciativa privada estariam descartadas, então?

Não! De forma alguma. A Lei nº 12.490/11 prevê que a Empresa pode adquirir participações em outras Empresas, constituir subsidiárias, atuar em segmentos de negócios como o de logística, de correio digital e de serviços financeiros, além de explorar as potencialidades de sua rede de atendimento, para prestar serviços aos parceiros. O desenvolvimento desses novos negócios, em parceria com empresas privadas, é, portanto, um caminho apropriado e já institucionalmente estabelecido em lei para o fortalecimento da Empresa. Importante observar que não se trata aqui de cindir qualquer parte dos negócios hoje operados pelos Correios para dividi-lo com sócio privado, mas sim de desenvolvimento de novos negócios por meio dessas parcerias. As operações de telefonia celular e de correio digital são dois exemplos de segmentos de negócios que poderiam ser desenvolvidos dessa forma, agregando a agilidade e a experiência de bons parceiros à infraestrutura dos Correios e trazendo novas receitas. Logística integrada seria também outro segmento a ser desenvolvido em parceria, potencializando os serviços de encomendas próprios da Empresa (SEDEX, PAC etc), que permaneceriam sendo oferecidos diretamente pelos Correios, ficando com a parceria os demais serviços característicos dessa atividade (armazenamento, separação de pedidos, embalagem etc).

Como temos mencionado em outras matérias, os Correios são uma empresa vigorosa, com bons fundamentos, infraestrutura já constituída e um corpo de trabalhadores valoroso. Com boa gestão, a Empresa não precisa ser privatizada e nem ter seu capital aberto para voltar aos trilhos do sucesso empresarial.

Outras postagens relacionadas:

terça-feira, 19 de julho de 2016

Lei de Responsabilidade das Estatais

Transcrição do Primeira Hora de 19/07/2016:

Lei de Responsabilidade das Estatais
A Lei de Responsabilidade das Estatais (lei n.°13.303/2016) foi editada com o objetivo de regulamentar o Estatuto Jurídico dessas empresas, estabelecer regras de transparência, normas de governança e regras para compras. Diante disso, ontem, dia 18, foi instalado, pela Presidência, o Grupo de Trabalho PRT/PRESI -150/2016, com vigência de 45 dias. O objetivo é analisar e emitir relatório com as providências necessárias para que os Correios possam cumprir integralmente a respectiva lei.
Dentre as obrigações previstas, no quesito Transparência, está a criação de uma área de Compliance e Riscos, que foi recentemente instituída por meio do Departamento de Compliance e Gestão de Riscos (DCOMP) da Presidência dos Correios. O GT é formado por diversas áreas da empresa, sendo que a coordenação das ações caberá ao DCOMP, em conjunto com a Auditoria.
A execução das ações será dividida em dois grandes temas: Regime Societário e Governança; Licitações e Contratos.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Crise ou uma grande e vigorosa empresa?

Pense numa empresa que já fez os investimentos necessários para montar uma infraestrutura de abrangência nacional, que tenha em seu porta-fólio serviços lucrativos e líderes de mercado há vários anos e que esteja entre as 3 instituições que gozam de maior confiança da população.

Que tal acrescentar mais um pouco: uma moderna legislação que não limite a atuação da empresa e segmentos de negócios promissores a serem ainda desenvolvidos conforme apontam benchmarks internacionais.

Pois é! Nem parece, diante do noticiário recente que só tem focalizado problemas, mas estamos falando dos Correios, uma empresa que tem tudo para se desenvolver, mas que hesita em decolar.

Entender em profundidade essas características peculiares dos Correios e utilizá-las como alavancas para resultados é o principal desafio da direção.

Não se trata de algo impossível e nem mesmo difícil. A imensa maioria das empresas brasileiras estaria muito melhor se tivesse pelo menos algumas das características que listamos no início - infraestrutura já construída, serviços em liderança de mercado, confiança do mercado, legislação favorável e segmentos de negócios promissores a desenvolver.

Assim, diferentemente do que ocorre com outras organizações e com setores inteiros da economia, a crise que se anuncia para os Correios não decorre de problemas no mercado, mas tão somente de gestão.

Com uma direção que compreenda e valorize os diferenciais competitivos dos Correios, a empresa pode voltar rapidamente ao equilíbrio e, em seguida, buscar o curso de desenvolvimento vislumbrado em seu planejamento estratégico.

A solução para os Correios é, portanto, muito simples; só depende de competência técnica da direção, para aproveitar bem as forças e potencialidades da Empresa.

domingo, 10 de julho de 2016

Postalis - "luz no fim do túnel"

Tem sido tão comum ouvir más notícias a respeito do POSTALIS que nem sempre conseguimos enxergar em alguns fatos recentes que podemos estar, na verdade, vislumbrando uma "luz no fim do túnel", ou, se preferirem, o início da solução dos problemas do nosso instituto de previdência privada. Explicarei melhor essa afirmação.
Há poucos dias, tivemos a apresentação do relatório final da CPI dos Fundos de Pensão, uma CPI cuja gênese se deveu à persistência da ADCAP em colocar esse tema em foco e à boa vontade de parlamentares que acreditaram que se tratava de um tema que merecia especial atenção do Congresso. Dos primeiros dias nos quais os colegas Jackson e Pedro percorriam os corredores do Congresso em busca das assinaturas para a criação da CPI até a entrega do relatório final, passando por inúmeras sessões em que os de camisa amarela lá estiveram presentes, o que assistimos foi o resultado da disposição de um grupo de ecetistas que queria ver o Postalis passado a limpo.
Antes da CPI, algumas matérias da imprensa falavam superficialmente de ocorrências no Postalis e as punições aplicadas a ex-dirigentes eram leves e episódicas.
O transcorrer da CPI expôs as ocorrências havidas no POSTALIS. Casos como o dos títulos da Venezuela e da Argentina e das aplicações no Grupo Galileo, entre outros, foram esmiuçadas. E o relatório final trouxe a consolidação dessas investigações preliminares, permitindo a realização de investigações mais aprofundadas em seguida e, por fim, a punição dos envolvidos em irregularidades e a recuperação dos recursos indevidamente subtraídos do POSTALIS.
Assim, quando ouvimos falar hoje de um caso de desvio no POSTALIS e de prisões e bloqueios de bens, estamos presenciando provavelmente a chegada da "luz no fim do túnel", ou seja, a aproximação do momento em que o dinheiro do Postalis começará a fazer o caminho de volta e os responsáveis pelos desvios serão punidos. Numa única operação da Polícia Federal, por exemplo, foi noticiado o bloqueio de R$ 1,3 bilhão de reais em bens de suspeitos, incluindo carros de luxo, lanchas e até um suntuoso apartamento.
Nos próximos dias, talvez a divulgação dos detalhes de outras operações relacionadas ao Postalis surpreenda alguns colegas que não acompanharam mais proximamente o desenrolar da CPI. Para esses, informo que a situação não está piorando, mas sim o contrário. A luz vai sendo lançada sobre os casos levantados pela CPI, algumas pessoas que deram causa a essas ocorrências vão sendo punidas e até presas e a esperança de recuperação, mesmo que parcial dos prejuízos, vai ficando cada vez mais forte. 
Parece mesmo uma "luz no fim do túnel" !

terça-feira, 5 de julho de 2016

Solução e não Problema, Presidente!

“A solução para os problemas dos Correios está aqui dentro da empresa.”

Quando ouvi essa frase do atual Presidente, numa reunião recente, imaginei que nesse pouco tempo de empresa ele já tinha percebido que encontraria entre os trabalhadores da Empresa talentos, ideias e sugestões para resolver todos os problemas da organização.

Hoje, porém, ao ouvir uma entrevista veiculada pela rádio CBN, percebi que me enganara com o entendimento anterior, pois a matéria passou claramente a ideia de que, na realidade, o que o Presidente enxergava era que os problemas da Empresa derivavam de seus trabalhadores.

Não conversei com ele para esclarecer o que realmente pensa, mas, independentemente disso, gostaria de reforçar em seguida a ideia de que a solução para todos os problemas da Empresa está aqui dentro mesmo, pois acredito muito nisso.

Começaria ressaltando que a Empresa tem talentos para ocupar todas as funções de liderança e de assessoria na organização, da base até a alta direção. Bons processos de seleção, que levem em conta princípios meritocráticos, poderão apontar os mais qualificados para cada posição. Não precisamos na Empresa de indicações políticas e nem de pessoal importado (e indicado) para posições de assessoria, chefia e direção.

Sobre absenteísmo, embora concorde que seja um tema que precisa ser urgentemente enfrentado, entendo que medidas adequadas e participativas possam ser construídas por uma gestão competente, que saiba analisar todas as causas e enfrenta-las, sem reducionismos, como a indevida atribuição do problema à má conduta de trabalhadores. Ausência de concurso público, gerando lacunas não cobertas em várias unidades, falta de condições adequadas de trabalho, sacrificando a saúde do trabalhador, e desprofissionalização da gestão operacional, tornando o trabalho caótico e mal administrado, são algumas das causas que deveriam ser investigadas e corrigidas.

Os problemas estruturais a serem vencidos pela Empresa, porém, vão muito além do absenteísmo e demandarão atuação competente da direção. A Empresa precisa retomar o equilíbrio em suas finanças e isso exigirá não só um melhor domínio das despesas, mas também a retomada de ações efetivas para a ampliação das receitas. Isso é plenamente possível se a direção souber liderar a organização, utilizando boas estratégias de desenvolvimento empresarial e de gestão, de forma competente e responsável. E não adianta procurar remos por aqui, pois a Empresa não é um barquinho mas sim um grande transatlântico. É uma organização vigorosa, com excelentes fundamentos e um quadro valoroso de trabalhadores, à espera de uma boa liderança!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Eleições 2016 - Conselho de Administração

Agradecemos aos colegas pela confiança depositada mais uma vez em nossa chapa, que resultou em nossa reeleição para o período 2016/2019.

No novo mandato, que em breve terá início, continuaremos a ter atuação marcante nas reuniões do Conselho de Administração, em favor de nossa Empresa e de seus trabalhadores.

Os canais de contato mantidos nesses três anos - e-mail, blog e rede social - permanecerão ativos e alimentados constantemente com informações sobre nossa atuação, nossas ideias e nossos posicionamentos.

No Conselho de Administração dos Correios, a representação dos trabalhadores faz diferença!

Marcos César e Barbosa - Chapa nº 3 - União para Fazer Acontecer

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Talentos e Virtudes


Um comentário do colega Jarbas Cunha nos chamou a atenção hoje e resolvemos trazê-lo para destaque nesta postagem.

O comentário foi apresentado na postagem "Seleção de dirigentes e contrato de gestão"e é parcialmente transcrito a seguir:

Aproveitando uma pesquisa do colega Jorge Silveira Lopes, vejam o quanto oportuno é esse texto da primeira Constituição Brasileira:
"A primeira Constituição brasileira data de 25 de março de 1824. Nela se delineiam com clareza os fundamentos de uma sociedade igualitária e de uma ideologia meritocrática. O art. 179, item XIV, rezava:
“Todo cidadão pode ser admitido aos cargos públicos civis,, políticos ou militares, sem outra diferença que não seja por seus talentos ou virtudes”
Esse artigo tornava o acesso aos cargos públicos uma possibilidade para os indivíduos que tivessem virtudes e talentos. Portanto, tais cargos não eram, do ponto de vista filosófico do sistema, bens exclusivos de nomeações nepóticas e fisiológicas. Estabelecia-se assim, pela primeira vez no Brasil a possibilidade de um critério meritocrático, embora a Constituição não fornecesse os instrumentos para orientar a prática social nessa direção.

O sentido de uma abstenção

Durante uma reunião de colegiado, os membros têm algumas opções ao apreciar uma matéria: aprová-la, rejeitá-la, se abster de votar ou pedir vistas.

No caso de nossa atuação no Conselho de Administração, em geral nossos posicionamentos são de aprovação ou de rejeição da matéria, ficando reservadas as opções de abstenção e de pedido de vistas para situações especiais em que essas alternativas sejam mais apropriadas.

Recentemente, ao nos depararmos com uma proposta com a qual concordávamos mas que, em nossa opinião, não estava devidamente instruída para decisão, optamos pela abstenção.

Ao nos abstermos, reconhecemos a importância e urgência da proposta, mas sinalizamos para a Empresa que temas como este precisam chegar aos conselheiros com a devida antecedência e com a instrução adequada, ou seja, acompanhados de todos os elementos necessários para dar segurança à decisão proposta.

A proposta em questão foi a de contratação de empréstimo para assegurar capital de giro para a Empresa. Não temos nenhuma dúvida da importância de a Empresa dispor desse mecanismo no curto prazo, para garantir os pagamentos de compromissos enquanto se busca meios de equilibrar o fluxo de caixa. Assim, concordamos que seja uma medida a ser adotada. Mas consideramos que nos faltaram elementos importantes para nos dar a segurança que entendemos necessária à aprovação de tema tão relevante e com desdobramentos por longo período.

Outros conselheiros entenderam diferente e votaram a favor da matéria e um votou contra, porque não concordava mesmo com a realização da operação.

Ocorrências assim são normais em colegiados e as decisões são produzidas a partir da votação havida.

Em situações como esta, a abstenção não é nenhuma omissão do conselheiro, como poderiam pensar alguns, mas sim um posicionamento possível diante de uma situação em que, embora concorde com a necessidade da medida proposta, considera que o embasamento para a decisão precisaria ser melhor construído, para maior segurança da Empresa.