segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Blog do Conselheiro Maurício Lorenzo


A partir da eleição de novo membro para o Conselho de Administração, as notícias sobre as atividades do CA podem ser acompanhadas por meio do Blog do Conselheiro Maurício Lorenzo, no endereço:
https://mauriciolorenzonoconselho.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Conselheiro eleito pelos empregados toma posse no CA

Foto: Carlos Alcanfor/Correios
Brasília, 26/9/2018 - Tomou posse, na manhã desta quarta-feira (26), Maurício Fortes Garcia Lorenzo, eleito o representante dos empregados no Conselho de Administração (CA).
Maurício Fortes ingressou na empresa em 1985, e, atualmente, é analista de correios sênior na Superintendência Estadual da Bahia (SE/BA). O conselheiro se comprometeu a manter diálogo aberto com os empregados e suas entidades representativas.
“Temos a responsabilidade de cuidar das inúmeras questões de natureza técnica que permeiam as atividades do Conselho de Administração, mantendo sempre uma comunicação franca e direta com todos”, afirmou.

(transcrição de notícia da intranet dos Correios)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Missão cumprida

No dia 26 de setembro de 2018, tomará posse no Conselho de Administração dos Correios o trabalhador Maurício Fortes Garcia Lorenzo, para cumprir mandato no período de 2018/2020.

Com a posse de Maurício, encerra-se o período de gestão dos conselheiros Marcos César Alves Silva e Carlos Alberto de Souza Barbosa, que integraram o Conselho de Administração desde 2013.

A história dos cinco anos de atuação no colegiado superior dos Correios está sintetizada nas centenas de postagens deste blog, que permanecerá ativo como fonte de referência.

Nossos agradecimentos a todos pelo apoio e pelo reconhecimento recebidos.

Brasília, 25 de setembro de 2018

Marcos César Alves Silva  e  Carlos Alberto de Souza Barbosa 

Estatais não são as vilãs do país

Moisés Selva Santiago
Jornalista

Imagine essas cenas. Você encontra uma mosca na sopa servida num restaurante: a solução é fechar o local e demitir todo mundo? Você percebe um defeito no seu carro: a solução é a montadora concorrente assumir a produção daquele veículo? Você descobre que a roupa que acabou de comprar na famosa loja tem um defeito: a solução é adquirir roupas importadas, porque lá fora não existe erro?

Se suas respostas foram negativas, então continue lendo. Vi minha casa sendo roubada por bandidos que colocaram armas em mim e na cabeça de minha família: a solução é acabar com a Polícia Militar? Vamos extinguir o Corpo de Bombeiros porque o Museu incendiou-se? Vamos substituir companhias aéreas pelas que nunca tiveram problemas em seus aviões (se é que existem)?

Se você continua respondendo não, então por que esse discurso de acabar com as estatais que fazem a história desse país diariamente, fornecendo combustível, comunicação, pesquisa e tecnologia – entre outros bens e serviços – que são responsáveis pela economia e pelo bem-estar dos milhões de brasileiros há décadas?

A resposta é que em situação de crise econômica alguns preferem a velha mania de escolher um suposto vilão que pague o pato. Todos nós sabemos que o dinheiro gasto na construção de cada hospital, escola, posto de saúde, viaduto, praça;  na compra de ambulância, de merenda escolar e até de papel para impressora é superfaturado e, com o mesmo valor, dava para construir e comprar umas cinco vezes mais. E quem é que está por trás dessa roubalheira? Com certeza não são os milhares de servidores e empregados públicos legalmente concursados que todos os dias fazem o Brasil funcionar.

A essa altura você já começa a enxergar onde estão os verdadeiros vilões. A Lava Jato todos os dias mostra quem são eles. Olhe as listas divulgadas pela Polícia Federal com atenção e você não encontrará motivos para fechar as estatais ou, numa linguagem bonita, num lindo eufemismo, “privatizá-las”. Ou seja, os vilões são os mandachuva da política partidária e das grandes empresas privadas – privadas, repito – que se deixaram corroer pelo câncer da corrupção. Se é preciso diminuir o Estado para minimizar gastos, o meio mais eficaz e que não causa a catástrofe social do desemprego é o combate contínuo da corrupção de quem quer que seja.

No restaurante, diante da mosca na sopa, é claro que todo gerente faria tudo para providenciar outro prato digno de ser digerido. O mesmo acontece com qualquer setor do comércio, da indústria e da prestação de serviços: a ideia é fazer o melhor para o cliente, garantindo o lucro e o emprego direto e indireto de milhões de brasileiras e brasileiros, todo dia. O mesmo pode ser dito para as forças armadas e para as polícias. Longe de qualquer ideia esdrúxula, elas precisam, isso sim, aumentar o contingente de soldados e policiais, melhores equipamentos, maiores salários e maior respeito pela farda que usam – como acontece em outros países que dignificam o servidor público.

Colocar a culpa no Cabral, na corte de Dom João VI, no pós-64, no partido A ou B, ou nas estatais é desviar comodamente o alvo de como melhorar o Brasil diariamente e não somente em época de eleições. E se você leu até aqui, talvez concorde comigo: é a mosca da sopa que estraga tudo. Ela se chama corrupção, e não estatais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Zero à esquerda

Em matemática, o zero à esquerda da vírgula não modifica o número. É, assim, algo inútil.

Já no ambiente corporativo o zero à esquerda modifica sempre, para pior, o trabalho ao seu redor.

O zero à esquerda corporativo é submisso por natureza. Não tem opinião, aceita qualquer coisa sem reagir, desde que o deixem em sua cadeira recebendo seu salário. 

O zero à esquerda é um mau exemplo, que muitas vezes mostra como pode ter longevidade em seu emprego quem não se posiciona, não luta por uma ideia, não defende sua equipe. Se vai ficando muito tempo numa posição, isso acaba desmotivando os que se entregam ao trabalho, que buscam melhorar, que valorizam o mérito e suas equipes. 

Quando o zero à esquerda exerce uma posição de liderança, sempre conquistada de forma transversa, como por uma indicação política, por exemplo, seus subordinados é que acabam pagando o pato, pois não encontrarão nunca respaldo, já que a prioridade dele será sempre sobreviver, custe o que custar, incluindo as cabeças de seus auxiliares, se for necessário.

Se você enxergou alguém nessa descrição, não se trata de coincidência. Os zeros à esquerda existem mesmo e estão por aí deteriorando o ambiente corporativo, sempre acobertados por padrinhos que nunca se importam com seu desempenho.

Dois futuros para os Correios

Em diversas oportunidades, tenho respondido da mesma maneira aos colegas e a outras pessoas que me perguntam sobre o futuro da Empresa. Minha resposta é sempre na mesma linha: se conseguirmos que se extirpe da Empresa o câncer que a acomete, chamado de politização da gestão, patrocinado pelos partidos que se apropriam dos Correios e aqui entronizam indicados políticos despreparados e incapazes de dirigir uma organização desse porte, teremos muita chance de sobreviver como organização pública, recuperando a credibilidade que já tivemos e retomando uma trajetória positiva.

Se, por outro lado, a fórmula continuar a mesma no novo governo, ou seja, a Empresa ser entrega novamente a um partido político, para continuar repetindo o que acontece diariamente com os técnicos que vêem suas carreiras solapadas por ingerências de cunho político, prosseguiremos no mesmo rumo de declínio organizacional que temos trilhado.

Há, portanto, apenas uma bala de prata. Ou ela acerta o alvo e a Empresa tem um futuro promissor pela frente, ou estaremos todos condenados a ver uma estatal que já foi referência em seu setor ser reduzida a um departamento deficitário e pouco eficiente, graças aos perversos efeitos do que o Governo Federal tem feito com os Correios, ao permitir que a organização tenha seus valores destruídos para viabilizar a acomodação aqui dos interesses de partidos e de políticos.     

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Transição governamental

Em tempos de transição governamental, quando estaremos elegendo um novo Presidente da República e novos representantes para o Legislativo, consideramos oportuno destacar, dentre as centenas de postagens do blog, algumas que podem contribuir mais fortemente para a compreensão dos Correios e de sua importância para o Estado.

- Cinco anos no Conselho de Administração dos Correios 

- Que tal o Governo Federal presente em todo o país?

Os Correios no novo governo - problema ou "joia da coroa"?

- Mensagem para o candidato Jair Bolsonaro

- Mensagem para o candidato Geraldo Alckmin

- Parcerias

- Forças do atraso em ebulição

- Escolhas

- O elefante sabe dançar

- O desenvolvimento empresarial dos Correios

Que tal tratar de profissionalização da gestão em vez de privatização?

Fechamento de agências - falácias, mentiras e parametrização conveniente

- Fechamento de agências - posição do conselheiro

- A virada da qualidade

- Tem que entregar!

- Os três fatores

- Dividendos

- O lugar dos Correios é no coração dos brasileiros

- Sonho ou visão?

Não deveria haver espaço para indicados políticos em estatais

Culpa "in eligendo"

- Pós-emprego no relatório da CGU

- Pós-emprego II

- Pós-emprego I

Sobre privatização e abertura de capital - II

Desmistificando falácias e inverdades sobre os Correios

Carta enviada aos titulares do MCTIC, Fazenda e Secretaria Geral da Presidência da República

Um outro efeito da politização da gestão

- Prioridades para a Gestão

- Produtividade

- Legislação Postal

- Cartas Pessoais e Comerciais

O desafio do comércio eletrônico para os Correios

- O charme da comunicação em papel

- Das causas da crise à solução

Privatização x Profissionalização de Gestão

- A profissionalização da gestão é a solução

- Uma grande e vigorosa empresa

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Cinco anos no Conselho de Administração dos Correios

Reprodução da Comunicação/CA-060/2018, apresentada pelo conselheiro Marcos César na reunião ordinária do Conselho de Administração dos Correios de 23/08/2018.
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“Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras!” *

Quando nos propusemos a concorrer nas primeiras eleições para o Conselho de Administração dos Correios, queríamos, antes de tudo, valorizar a oportunidade que estava sendo oferecida aos trabalhadores de terem um membro eleito pelos trabalhadores no colegiado superior da Empresa.

Com o apoio dos colegas que conheciam nosso trabalho ou que acreditaram em nossas propostas, logramos êxito na primeira eleição, em 2013, fato que se repetiu em 2016, quando nossa chapa foi reeleita.

Nestes cinco anos de atuação no Conselho de Administração da Empresa, procuramos cumprir à risca o que prometemos aos colegas, com uma atuação destacada, que qualificasse e enriquecesse os debates do colegiado. Sabíamos que, em muitas ocasiões, estaríamos plantando tâmaras, as quais só seriam colhidas mais à frente, quando já não estivéssemos mais no colegiado. Mas isso nunca nos impediu de continuar o plantio, dia a dia, reunião a reunião, como procuraremos demonstrar hoje.

A tamareira da profissionalização da gestão

Nenhum tema mereceu tantas manifestações nossas como a importância da profissionalização da gestão da Empresa. Sempre vimos essa medida como a mais importante para o sucesso e a sustentabilidade dos Correios. E isso veio materializado inclusive em votos contrários à eleição de dirigentes cujas qualificações nos pareciam insuficientes para a importante missão de um Vice-Presidente dos Correios. Durante nosso período de gestão, tivemos oportunidade de acompanhar a Lei nº 13.303/2016 desde sua origem e até de oferecer uma pequena contribuição de aperfeiçoamento, que foi incorporada pela equipe do relator à Lei. Lamentamos que, no processo legislativo, o Projeto tenha sofrido alguns ajustes para “facilitar” o acesso aos cargos de direção de estatais, mas, mesmo assim, consideramos que a Lei nº 13.303/2016 foi um dos avanços institucionais mais importantes ocorridos no Brasil nos últimos anos.

As tâmaras a colher no futuro dessa tamareira são o estabelecimento de requisitos mais fortes para os dirigentes de grandes estatais como os Correios e o aprimoramento do processo de seleção desses executivos, seguindo a trilha já iniciada pela Embrapa e pela Caixa.

A tamareira do desenvolvimento comercial da Empresa

Outro tema que motivou inúmeras manifestações nossas durante nosso período de gestão foi a importância de a Empresa desenvolver seus negócios, aproveitando as oportunidades abertas pela Lei nº 12.490/11. Infelizmente, as direções que se sucederam na Empresa após a edição da Lei nº 12.490/11 não conseguiram aproveitar as portas que foram abertas para a Empresa com essa legislação.


Parcerias para desenvolver os negócios de operador logístico, de instituição financeira, de seguros, de capitalização e muitos outros continuam aguardando lideranças estratégicas capazes de empreendê-las. Alguns destes negócios contam, inclusive, com projetos bem evoluídos, que poderiam ser colocados em marcha com bastante facilidade.

As tâmaras a colher no futuro dessa tamareira são a exploração desses novos negócios, constituídos de acordo com as leis, valorizando as marcas e a infraestrutura da Empresa.

A tamareira da gestão de pessoas

De tanto questionar nas reuniões do colegiado o fato de a Empresa não contar com um adequado plano de funções nem com bons critérios para designação de pessoas, fomos convidados, pelo Presidente do colegiado, a apresentar propostas para a solução desses dois temas. Duas reuniões ordinárias depois, após pesquisa e reuniões com benchmarks, apresentamos anteprojetos para enfrentar as duas questões. Esse “plantio” ocorreu há 4 anos e deverá produzir frutos, mesmo que tardios, a qualquer momento. Se os frutos forem realmente bons, resolverão um dos principais flancos existentes hoje na Empresa, pelo qual se tem, de forma sistemática, aparelhado politicamente a organização.

A tamareira da situação econômico-financeira da Empresa

A situação econômico-financeira da Empresa se agravou nos últimos anos, a ponto de o tema passar a ocupar praticamente toda a agenda das várias lideranças da Empresa, com os reflexos negativos que isso produz.

No conselho, procuramos sempre lançar luz sobre as causas que contribuíram para a mudança da situação econômico-financeira e contábil da Empresa, apontando como grandes vilãs desse quadro o recolhimento excessivo de dividendos, o represamento de tarifas e uma implantação abruta de nova prática contábil (pré-pagamento do pós-emprego).

Na atualidade, o que era inicialmente apenas o discurso de um conselheiro que insistia em tratar de causas e não apenas dos efeitos, passou a menções formais nos relatórios empresariais e também em relatórios de órgãos de controle, de maneira que quem se debruçar hoje sobre a história da Empresa saberá que a ocorrência desses três fatores transformou a realidade econômico-financeira e contábil dos Correios nesta década. Entendendo as causas, se poderá buscar melhores soluções para o restabelecimento do equilíbrio empresarial. Serão essas as tâmaras a serem produzidas por essa tamareira.

A tamareira da qualidade

Há alguns meses vivíamos na Empresa um quadro de qualidade operacional que parecia irreversível. Nossos centros de tratamento de encomendas estavam completamente abarrotados de carga, os objetos eram sistematicamente entregues com atraso produzindo indicadores de qualidade muito ruins e em declínio e o volume de reclamações crescia continuamente, assim como o volume de indenizações.

Depois de algumas manifestações a respeito do tema sem efeito na situação, propusemos ao Presidente do Conselho de Administração que o colegiado apreciasse a substituição dos Vice-Presidentes das três áreas que, em nossa avaliação, eram responsáveis pela situação. Foi a maneira que encontramos para demonstrar a gravidade do quadro e a necessidade de essas áreas alinharem suas decisões e ações.

A proposta de substituição dos executivos não foi levada a apreciação do colegiado, mas, a partir de então, o tema Qualidade Operacional entrou na pauta de temas debatidos no CA e as áreas da Empresa encontraram a convergência necessária para superar o quadro. Com gestão focada, recursos adequados e processos de apoio priorizados, chegamos, em poucos meses, a uma situação completamente diferente, onde a meta de qualidade para encomendas nacionais é um piso do qual nos distanciamos cada vez mais, as encomendas chegam com prazos inferiores aos estabelecidos, as reclamações sofreram a maior queda histórica de seu volume, embora se situem ainda num patamar que preocupa e que merece atenção.

A tamareira da qualidade precisa de muita atenção, pois tem ainda importantes frutos a oferecer, abrangendo especialmente as correspondências de todos os tipos e as encomendas internacionais. 

A tamareira da comunicação

Desde o primeiro dia de mandato, preocupamo-nos não só em desempenhar com esmero o papel de conselheiro, mas também em manter os colegas bem informados sobre as decisões do colegiado e sobre nossas opiniões a respeito dos temas mais relevantes. Assim, o blog que mantivemos nestes cinco anos contém um acervo inestimável de matérias sobre os Correios, produzidas pela ótica de um trabalhador que se aprofundou nos temas para abordá-los e que explicou de maneira circunstanciada cada posicionamento defendido. Os e-mails enviados logo após cada uma das centenas de reuniões ocorridas complementam o acervo que permanecerá à disposição de todos. 

A tamareira da comunicação é a mais reconhecida pelos trabalhadores, que passaram a saber, quase em tempo real, das decisões tomadas no colegiado superior da Empresa, uma situação ímpar na administração pública brasileira. Por isso, essa é uma tamareira que não pode prescindir nunca de atenção especial do próximo conselheiro.

A tamareira da democracia 

Após cinco anos de presença no Conselho de Administração e apesar da concreta possibilidade de alcançar mais uma reeleição, decidimos que era chegado o momento de outro colega ocupar a única cadeira reservada para um membro eleito pelos trabalhadores. A tamareira da democracia precisava produzir novos frutos, para demonstrar que era acertada a fórmula usada de prever a presença de um membro eleito pelos trabalhadores no Conselho de Administração.

Encerraremos, assim, em breve, nossas atividades no Conselho de Administração, com a expectativa de que tenhamos escrito uma boa história, deixado boas tamareiras em produção e um modelo de atuação inspirador, pois era exatamente isso o que almejávamos quando nos lançamos ao desafio de integrar o Conselho de Administração dos Correios.

Marcos César Alves Silva
Conselheiro


* Ditado popular árabe. Conta-se que certa vez um senhor de idade avançada plantava tâmaras no deserto quando um jovem o abordou perguntando: “Mas por que o senhor perde tempo plantando o que não vai colher?” O senhor virou a cabeça e calmamente respondeu: “Se todos pensassem como você, ninguém colheria tâmaras”. Como as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para darem os primeiros frutos, o ditado procurava demonstrar que não importa se você vai colher, o que importa é o que você vai deixar, para todos e para o futuro.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições para o Conselho de Administração

Data Final: 27/08

Estamos a menos de uma semana do final das votações em segundo turno das eleições para o Conselho de Administração dos Correios.

Se você, trabalhador dos Correios, ainda não votou, clique AQUI e vote agora! 

Sua participação é importante para valorizar a escolha do único membro da direção superior da Empresa escolhido pelos trabalhadores.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Que tal o Governo Federal presente em todo o país?


Vejamos como isso poderia ser feito.

Levemos em conta, inicialmente, que nem tudo em termos de serviços públicos pode ser resolvido à distância, por internet ou telefone, seja por alguma particularidade do atendimento ou pela indisponibilidade de recursos do cidadão para o acesso (internet e telefone).

Nesses casos, seria importante que o Governo Federal dispusesse de pontos de atendimento físicos em todos os municípios e em alguns distritos maiores. Em capitais e municípios de maior porte, um ponto só não seria suficiente, devendo haver pontos em cada bairro mais relevante, de forma a facilitar o acesso da população.

Como o Brasil tem mais de 5.500 municípios, pode-se estimar que seriam necessários uns 12.000 pontos. A partir desta definição, seria necessário alugar ou construir imóveis para abrigar as 12.000 unidades, adquirir todos os móveis e equipamentos necessários, instalar telefonia e rede de dados em cada um desses locais, incluindo os mais remotos, contratar serviços de transporte para os documentos produzidos, as pessoas para o atendimento e montar um centro de comando que garantisse o funcionamento uniforme da rede, por meio de orientações e supervisão.

Tratar-se-ia, sem dúvida, de um megaprojeto, que demandaria um volume considerável de recursos financeiros, a participação de um número grande de pessoas em todo o país, tempo e alta capacidade de planejamento e de articulação. 

Parece algo impossível de fazer? 

Não é!

Na verdade, o Governo Federal já realizou esse empreendimento, ao longo de mais de 350 anos, com a montagem da infraestrutura dos Correios, uma rede de mais de 12.000 pontos de atendimento que cobre todo o país de ponta a ponta, prestando serviços variados à população.  

Agora é só lembrar disso e utilizar bem a rede dos Correios para levar o Governo Federal mais perto do cidadão.

Quer saber mais?      http://www.correios.com.br   

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

2º turno das eleições para o Conselho de Administração


Seleção de dirigentes - os bons exemplos da Embrapa e da Caixa

Ontem (12/08), lemos, em matéria do Estadão, que a Caixa havia aberto processo de seleção para a contratação de Vice-Presidentes.

Anteriormente, há alguns meses, a Embrapa fez o mesmo.

Processos de seleção de dirigentes feitos dessa maneira eliminam a interferência política na indicação dos dirigentes, um dos grandes males da administração pública brasileira. Nas estatais, isso é fundamental, para que se tenha os melhores líderes que essas organizações possam ter, com formação, experiência e desempenho comprovados e comparativamente superiores aos dos demais candidatos.

Esperamos que os bons exemplos da Embrapa e da Caixa sejam seguidos pelas demais estatais brasileiras, Correios incluído.

Leia a matéria do Estadão em:
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,caixa-abre-processo-seletivo-para-vice-presidentes-com-salario-de-mais-de-r-1-mi-por-ano,70002446766?utm_source=twitter:newsfeed 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Mentiras e tempo perdido


Em minha vida pessoal e profissional, sempre prezei pela verdade. Penso que, quando falta a verdade, tudo o que vem depois fica comprometido.

Hoje fui surpreendido por um áudio sobre evento realizado pela FAACO em julho, no qual sou citado em fala do interventor. Não tratarei aqui de diversas outras afirmações do interventor proferidas na ocasião com as quais não concordo e nem das inúmeras ofensas que ele faz a outros colegas, me limitando à reunião do Conselho de Administração que é ali mencionada.

Na 6.ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração, após ouvir do interventor uma afirmação de baixíssimo calão, como não é incomum em suas falas, atribuindo de forma grotesca aos participantes responsabilidade pela situação havida no Postalis, reagi dizendo-lhe que, como participante, exigia respeito, porque os participantes não foram agentes nesse processo de assalto ao Postalis, mas sim vítimas dos roubos ali perpetrados. Em resposta, ele pediu longas desculpas e prosseguiu tentando se justificar. Mais à frente, no calor da discussão e respondendo a pedido para que confiasse nele, informei que não confiava nele e nem em sua equipe. Era uma reação ao fato de que nossas reservas do PostalPrev haviam sido diminuídas de um dia para o outro e os ativos do BD reprecificados com desvalorização de mais de 45%, tudo isso sem nenhum detalhamento que permitisse aos participantes analisar essa brusca mudança de avaliação. Como poderia alguém confiar em quem agia assim? Nesse momento da reunião, o Presidente do Conselho interveio e a discussão foi encerrada.

Como poderá ser percebido ouvindo o áudio (a partir de 25:25, Dia 1, Tarde), a versão apresentada pelo interventor é diferente desta que, entretanto, pode ser confirmada por todos os que estavam na reunião, membros do Conselho de Administração e colegas da Empresa.

Acompanhei o movimento das entidades quando foram à PREVIC pedir intervenção no POSTALIS em 2014 e não foram ouvidas. Estive com os colegas que coletaram assinaturas para abertura da CPI dos Fundos de Pensão. Acompanhei, de camisa amarela, sessões da CPI. Estou pagando, como os demais colegas, um pesado equacionamento do plano BD e recebi a notícia que os ativos do fundo serão depreciados em mais de 45%. Tive as reservas de minha conta no PostalPREV reduzidas em mais de 11% sem sequer saber que ativos foram reprecificados e por que. Sou vítima, como os demais participantes, e mereço respeito, principalmente de alguém que é um empregado público e que deveria ter a correta percepção da missão que lhe foi confiada e saber que a responsabilidade por esse quadro instalado no POSTALIS jamais poderia ser atribuída aos próprios participantes.

Lamento, finalmente, que os participantes sejam levados a tratar de questões como esta enquanto o tempo passa (309 dias de intervenção) e não se vislumbra solução adequada para os problemas enfrentados pelo POSTALIS.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Os Correios no novo governo - problema ou "joia da coroa"?

Com a aproximação das eleições presidenciais, temos observado o que falam os candidatos a respeito dos Correios e procurado contribuir de alguma forma para que entendam melhor o que é a Empresa, sua importância para o Brasil e quais são seus reais problemas.

Nesta postagem, tentaremos trazer mais uma contribuição, consolidando algumas informações e ideias sobre os Correios, na expectativa de que esse exercício seja útil ao próximo governo.



Missão Constitucional

A Constituição Federal prevê, em seu artigo 21, que compete à União "manter o serviço postal e o correio aéreo nacional". Assim, diferentemente de outras estatais, os Correios existem para cumprir uma missão pública expressa na própria constituição.

Interesse Público subjacente às atividades empresariais

Em sua Carta Anual, publicada no LINK, os Correios informam, entre outras coisas, que: "Os Correios oferecem infraestrutura relevante para viabilização de políticas públicas, integração nacional e inclusão social, com sua rede de agências e seus serviços financeiros, de logística e de comunicação, à disposição da população, das empresas e das instituições."
De fato, além de constituir uma infraestrutura que viabiliza uma séria de negócios, como, por exemplo, os empreendimentos de comércio eletrônico, os Correios são um mecanismo de integração nacional e de inclusão social bem evidente, que facilita e melhora a vida dos brasileiros em todos os cantos do país.

Organização de grande porte

Muitas pessoas só conhecem os Correios pelo carteiro que atende seu domicílio ou pelas agências postais, mas, por trás dessa face mais visível, está uma organização de grande porte. Com faturamento em torno de R$ 20 bilhões por ano, um quadro de pessoal próprio de cerca de 106.000 trabalhadores, milhares de unidades de atendimento, tratamento e distribuição espalhadas pelo país, os Correios são uma das maiores estatais brasileiras.

Gestão

Organizações do porte dos Correios não podem simplesmente ser entregues a partidos políticos e nem ter seus dirigentes indicados por políticos ou por grupos de interesse. Os dirigentes devem ser devidamente selecionados entre executivos com grande experiência e adequada qualificação para a missão que desenvolverão. E essa qualificação vai muito além da régua rasa estabelecida pela Lei nº 13.303/2016, pois o desafio de liderar bem uma organização desse porte é muito maior, por exemplo, do que o exercício de uma função de DAS-4 no Governo Federal. 

Finanças

Decisões tomadas pelo acionista em períodos anteriores impactaram fortemente a situação econômico-financeira dos Correios. Retirada excessiva de dividendos, represamento tarifário em período eleitoral e abrupta contabilização das despesas de pós-emprego explicam a inversão de resultados vivida pelos Correios a partir de 2012. O novo governo e a nova direção da Empresa precisam compreender muito bem os efeitos desses três fatores, que teriam dizimado outras organizações se lá ocorressem simultaneamente. Após isso, estarão em condições de avaliar medidas para corrigir a situação.

Operações

A qualidade operacional está no DNA da Empresa, que nasceu em 1969 sob forte comando e disciplina. Isto precisa ser bem compreendido pelo governo e, principalmente, pelos dirigentes que vierem comandar a Empresa. As decisões estratégicas da Empresa precisam estar orientadas a sempre resguardar a manutenção da qualidade, pois qualquer outro caminho acaba produzindo resultados piores para a organização e para a sociedade.

Negócios

Todas as organizações postais do mundo passam por uma mudança importante, com a progressiva redução da comunicação em papel, por um lado, e o crescimento do comércio eletrônico, por outro. No caso brasileiro, como os Correios já detinham posição de liderança no envio de pequenas encomendas, com seus serviços SEDEX e PAC, a Empresa chega bem posicionada a esse momento e com grande possibilidade de superar facilmente as reduções de volumes em alguns serviços.
Importante lembrar que uma nova direção terá também a seu favor as possibilidades já abertas com a Lei nº 12.490/11, que ampliou o objeto da Empresa e possibilitou sua atuação no exterior. 

Concluindo, diríamos que, diferentemente do que enxergam alguns, os Correios não constituem um problema a ser resolvido pelo novo governo, mas sim uma infraestrutura pública valiosa que pode apoiar muito mais a execução de políticas públicas e alavancar fortemente os negócios de empresas de todos os portes, com ênfase no comércio eletrônico.  Uma "joia da coroa", que merece atenção e boa administração.

sábado, 4 de agosto de 2018

Mensagem para o candidato Jair Bolsonaro

Mensagem enviada para o candidato Jair Bolsonaro, em decorrência de menção aos Correios, em programa da Globo News de 03/08/2018

Ilmo Sr Jair Bolsonaro,

Em sua entrevista à Globo News, o Sr, ao responder uma indagação sobre privatizações de estatais, disse que “os Correios lamentavelmente não têm jeito” e, pouco depois, que, “no governo do PT foram criadas em torno de 50 estatais e quase todas serviram basicamente para alocar companheiros”.

Como funcionário de carreira dos Correios, gostaria, então, de apresentar-lhe alguns argumentos para demonstrar que os Correios têm jeito sim. E que esse jeito é extremamente simples.

Inicialmente, é importante dizer que os Correios são a instituição pública mais antiga do país. Ao longo de seus mais de 350 anos de existência, os Correios foram uma infraestrutura fundamental para a integração e segurança nacional. E hoje constituem a base principal onde se desenvolve, de forma pujante, o comércio eletrônico brasileiro.

Na avaliação da população, os Correios estão no topo do ranking de confiança, logo depois da família e dos bombeiros.

Por que, então, uma instituição assim não tem jeito? Tem sim.

Se a causa da conclusão apresentada for o recente quadro econômico-financeiro da Empresa, posso lhe assegurar que vivemos as consequências de decisões equivocadas de nosso único acionista, o Governo Federal, que descapitalizou a Empresa, com retiradas excessivas de dividendos, represou tarifas e não preparou suas estatais, Correios incluído, para uma mudança de contabilização de despesas do chamado pós-emprego que têm feito estragos na contabilidade de inúmeras grandes organizações mundo afora. Apesar da gravidade desses fatos, os Correios ainda estão de pé e reagindo, enquanto outras organizações, se vivessem esses fatos simultaneamente como ocorreu aqui, teriam certamente encerrado suas atividades.

Se a causa for a queda de qualidade da prestação dos serviços postais, também tenho uma informação a oferecer: esse quadro já mudou e continua melhorando. As metas de qualidade dos serviços de encomendas nacionais já estão sendo batidas diariamente e as de cartas e de encomendas internacionais melhoraram substancialmente. Caso o Sr não tenha diretamente usado esses serviços nas últimas semanas, poderá conferir conversando com seus familiares e amigos, afinal todos os brasileiros acabam usando alguns dos serviços dos Correios.

Então está tudo bem e resolvido nos Correios? Não. Ainda não. E o senhor tocou no ponto que precisa ser resolvido para os Correios terem jeito. Trata-se de eliminar da Empresa a prática do aparelhamento político-partidário. Os Correios precisam ser dirigidos e geridos por técnicos e não por indicados políticos, “companheiros” em suas palavras.

Concentre-se na solução desse problema, a qual é bem simples, e, se eleito, o Sr poderá dizer, sem titubear, que o país que dirige conta com um dos melhores correios do mundo, uma infraestrutura vital para integração e segurança nacional e uma imensa alavanca para a economia, desde o pequeno comércio eletrônico até as grandes exportadoras.

Atenciosamente,

Marcos César Alves Silva
membro do Conselho de Administração dos Correios
eleito pelos trabalhadores

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Mensagem para o candidato Geraldo Alckmin

Mensagem enviada ao candidato Geraldo Alckmin, em decorrência de menção aos Correios em programa da Globo News de 02/08/2018:


Brasília, 03 de agosto de 2.018
Ilmo Sr Geraldo Alckmin,
Assisti com atenção sua entrevista à Globo News, ocorrida no dia 02/08.

Fiquei extremamente satisfeito em saber de sua escolha para Vice-Presidente, pois admiro muito o trabalho e os posicionamentos da Senadora Ana Amélia.

Também gostei de muitas ideias e projetos que o Sr comentou, ao responder as questões que lhe foram formuladas pelos jornalistas.

Uma das respostas, porém, me preocupou, pois creio que talvez o Sr tenha recebido informações incompletas ou enviesadas sobre os Correios. Não há razão para a logomarca dos Correios ser retirada de sua jaqueta, como procurarei demonstrar a seguir.

Em todos os países do mundo, os Correios constituem uma infraestrutura muito importante para o Estado. Na atualidade, temos notícia de apenas oito correios que são privados, sendo todos os demais públicos.

O Brasil, com suas dimensões continentais e grandes diferenças regionais, possui características que apontam a natureza pública como a mais natural para os Correios.

Apesar disso, sempre que a qualidade dos serviços postais cai, o tema privatização vem à tona, como se essa fosse a única solução para o problema. Não precisa ser.

Na raiz dos problemas enfrentados pelos Correios está sempre o aparelhamento político-partidário, o mal que o Sr disse, com propriedade, que erradicará das agências reguladoras. Por que não fazer então o mesmo com os Correios?

Faça um teste. Coloque na direção dos Correios profissionais com experiência, formação e desempenho comprovados e verá que muito rapidamente todos os problemas que hoje frequentam as páginas de jornais deixarão de existir. Dê-lhes dois anos para trabalhar e confira depois os resultados. Acho que o Sr se surpreenderá. Muito.

Os Correios, ao longo de seus mais de 350 anos de história, construíram uma infraestrutura inigualável, que, bem administrada, pode constituir um valiosíssimo recurso para o desenvolvimento de políticas públicas, à disposição tanto do Governo Federal quanto das demais esferas governamentais. Isso sem contar que essa mesma infraestrutura é vital para alguns setores da economia, como o pujante comércio eletrônico. 

Pode recolocar com segurança e orgulho a logomarca dos Correios em sua jaqueta. Os mais de 105.000 trabalhadores dos Correios sabem fazer seu trabalho, como demonstra a história de sucesso dessa Empresa que está no coração dos brasileiros. Só precisam que os políticos permaneçam em seus gabinetes de trabalho no Congresso, debatendo e editando leis, e deixem que técnicos dirijam a Empresa, sem indevidas interferências. Confie em nós!

Atenciosamente,


Marcos César Alves Silva
membro do Conselho de Administração dos Correios
eleito pelos trabalhadores (Lei nº 12.353/10)  

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Parcerias


Frequentemente os colegas me indagam a respeito da parceria que a Empresa estaria fazendo com a Azul.

Sempre que o tema vem à tona, informo aos colegas o seguinte:

- soube da parceria pela imprensa, como todos os demais ecetistas, ou seja, o assunto não foi previamente submetido ao Conselho de Administração, mas tão somente anunciado pela imprensa pelo então Presidente da Empresa;

- vez por outra o assunto é tratado em apresentações nas reuniões do conselho, sempre de forma bastante geral, como informação, sem deliberação do colegiado;

- minha opinião a respeito de parcerias já foi detalhada em algumas postagens aqui no blog, uma das quais republico a seguir, destacando o seguinte parágrafo:

"Quanto vale, por exemplo, a liderança no serviço expresso brasileiro? Esse valor tem que estar bem estabelecido e ser cobrado de um hipotético parceiro que viesse a atuar em conjunto com os Correios na exploração do serviço de encomendas expressas. Imagino que esse valor alcance alguns bilhões de dólares. O parceiro selecionado deveria arcar com esse pagamento, em dinheiro, como ocorreu com o Banco Postal, ou com outros ativos devidamente avaliados e incorporados à sociedade."

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O desenvolvimento empresarial dos Correios

Nas inúmeras vezes em que pudemos debater com nossos colegas alternativas de desenvolvimento empresarial envolvendo parceiras sempre procuramos explicar que tais iniciativas poderiam ser construídas com a lógica de agregar valor à organização. Isso significava dizer que na parceria nossa marca, nossa capilaridade, nossa logística e outros atributos pesariam na construção da parceria, teriam valor.

E assim foi feito com o Banco Postal, que injetou à época recursos importantes para a modernização da Empresa, especialmente para a construção de nossa rede de dados e de nosso sistema de automação. A Empresa entrou com sua infraestrutura de atendimento.

A mesma lógica poderia ser aplicada a outros novos negócios, distintos dos já operados em larga escala pela Empresa. Poderíamos, por exemplo, pensar em estabelecer parceria com um Operador Logístico, para prestar os serviços típicos desse trabalho, exceto o serviço de encomendas, que já é oferecido em larga escala pela Empresa. Poderíamos pensar em estabelecer parceria para impressão de correspondências, sem envolver a postagem dos objetos, que já faz parte de nosso negócio principal. Enfim, os movimentos seriam feitos para agregar e não para dividir o que a Empresa já tinha construído.

Na atualidade, constato que essa percepção de agregação de valor tem sido ignorada em estudos e mesmo em movimentos feitos pela Empresa e me preocupo com isso. Parece que há instâncias do Governo Federal que preferem pensar em fatiar a Empresa, para dividi-la com entes privados, o que me parece um caminho bem diferente do que vislumbrávamos lá atrás, além de perigoso, quando não se tem o cuidado de avaliar adequadamente o que será colocado pela Empresa na parceria.

Quanto vale, por exemplo, a liderança no serviço expresso brasileiro? Esse valor tem que estar bem estabelecido e ser cobrado de um hipotético parceiro que viesse a atuar em conjunto com os Correios na exploração do serviço de encomendas expressas. Imagino que esse valor alcance alguns bilhões de dólares. O parceiro selecionado deveria arcar com esse pagamento, em dinheiro, como ocorreu com o Banco Postal, ou com outros ativos devidamente avaliados e incorporados à sociedade.

Já no caso de novos serviços que venham a ser agregados ao que a Empresa já faz, a questão da valorização da participação poderia ser estabelecida a partir de um processo de seleção, que permitisse escolher o parceiro que oferecesse a melhor oferta para se associar à Empresa na empreitada, em condições previamente estabelecidas e conhecidas. Nesse caso, poderia não haver pagamento inicial desde que a vantagem para a Empresa estivesse contida na melhor condição comercial na relação que seria então estabelecida. Esse modelo foi usado na modelagem do Correios Celular e na seleção do parceiro.

Em qualquer caso, as parcerias a serem estabelecidas com os Correios ou com qualquer estatal precisam estar bem claramente construídas e explicadas, assim como devidamente alinhadas ao planejamento estratégico da Empresa. Não podem surgir para acomodar interesses do governo ou do partido que controla a Empresa no momento. E nem atropelar leis e normas para favorecer quem quer que seja.

Bem construídas, sem vícios ou direcionamentos, as parcerias comerciais são um caminho importante para as estatais se modernizarem e ampliarem os serviços oferecidos aos brasileiros.
 

sábado, 28 de julho de 2018

Eleições para o Conselho de Administração - resultados do 1º turno

Na seção de documentos do site das eleições do CA (https://ca.eleja.com.br/), já pode ser encontrado o resultado das votações em primeiro turno. O arquivo também pode ser acessado neste LINK.

De acordo com o cronograma publicado, as votações em 2º turno, com os dois candidatos mais votados no 1º turno, ocorrerá no período de 16 a 27/08.

Carta do Conselheiro - 27/07/2018

Brasília, 27 de julho de 2018

Colega Ecetista,

No início da tarde de hoje, recebemos a informação e os documentos relacionados à 15ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração, a ser realizada de forma não presencial. Na pauta, um único item, a ser avaliado até às 18h00: a eleição do Vice-Presidente de Administração.

A indicação do MCTIC apontava como candidato o Sr. Jovino Francisco Filho, que foi eleito com 6 votos favoráveis e 1 contra.

O voto contrário foi nosso, porque temos sempre nos manifestado a respeito da importância de os candidatos a Vice-Presidentes reunirem experiências e qualificações que realmente permitam o exercício do comando de áreas numa grande estatal, que fatura vinte bilhões de reais por ano, está presente em todo o País e conta com uma força de trabalho de mais de 100 mil trabalhadores.

Nesse contexto, não nos parece bastar o atendimento do mínimo estabelecido na Lei nº 13.303/2016 e no Decreto 8.945/2016, posto que esse piso foi estabelecido pensando no conjunto de estatais, situando-se os Correios entre as maiores de todas.

No caso em apreciação, o candidato reunia apenas experiência em cargos de nível DAS-4, o que equivale, de acordo com o MANPES, à função de Gerente Corporativo nos Correios. Considerando apenas o quadro próprio da Empresa, teríamos uma centena ou mais de candidatos em posições de Chefia de Departamento, SUPEX, Analistas XII e XIII, que estariam, por equivalência, acima do nível DAS-4, sem contar o próprio mercado, onde se poderia facilmente encontrar candidatos com experiência mais sólida e formação superior ao indicado para o exercício do importante cargo de Vice-Presidente dos Correios.

Em breve a ata correspondente estará publicada no site dos Correios.

Não deixe de passar também pelo nosso blog, onde há sempre novas postagens de interesse dos trabalhadores dos Correios:
- http://conselhocorreios.blogspot.com

Atenciosamente,

Marcos César Alves Silva  e  Carlos Alberto de Souza Barbosa

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Informe sobre reunião ordinária de 26/07

Encaminhamos aos colegas nosso informe sobre a reunião ordinária do Conselho de Administração ocorrida em 26/07/2018.

A mensagem enviada pode ser lida no seguinte LINK.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Eleições para o Conselho de Administração


Alguns colegas têm me perguntado quem apoiarei nas eleições do Conselho de Administração, já que decidi não concorrer desta vez, conforme expliquei em postagem anterior (link).

Tenho respondido que apoiarei o candidato Maurício Lorenzo, que foi o indicado pela ADCAP, porque tinha o compromisso de apoiar o candidato que vencesse as prévias da associação e também porque conheço o Maurício há muitos anos, já trabalhei com ele na área comercial e acredito que ele tenha todas as condições técnicas e pessoais para desenvolver um excelente trabalho no CA, assegurando presença marcante do membro eleito pelos trabalhadores nas reuniões, assim como os canais para informação sobre sua atuação.

Sobre o candidato:

Maurício Fortes Garcia Lorenzo tem graduação em Administração Postal (ESAP-DF) e em Administração (UPIS-DF), Especialização em Administração (UFBA-BA), Mestrado Acadêmico em Administração (UFBA-BA) e é concluinte do MBA em Previdência Complementar (FGV-DF).Possui certificação por experiência com ênfase em Administração pelo ICSS - Instituto de Certificação Institucional e dos Profissionais de Seguridade Social - para o exercício da função de Conselheiro, bem como atestado de habilitação de dirigente emitido pela PREVIC para o exercício da função de Conselheiro Titular.
É Associado do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, organização sem fins lucrativos, e principal referência do Brasil para o desenvolvimento das melhores práticas de Governança Corporativa.
Foi membro do Conselho do SESI, Departamento Regional da Bahia, no período de 2002 a 2013 e Conselheiro Fiscal eleito pelos participantes e assistidos do Postalis, em 2017.

Mais informações sobre o candidato poderão ser obtidas em:

- BLOG: https://mauriciolorenzonoconselho.blogspot.com/

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Unidos conta a corrupção


Ainda sobre jabutis e estatais


No link a seguir, você encontra a Nota Técnica feita pela Transparência Internacional, a respeito dessa vergonhosa tentativa do Congresso Nacional de modificar a Lei nº 13.303/2016, para viabilizar o retorno de jabutis às estatais brasileiras.

A sociedade precisa barrar essa deplorável iniciativa, que coloca em risco avanço institucional importante e necessário trazido pela Lei nº 13.303/2016.

Leia a Nota Técnica completa aqui:

Com quantos jabutis se corrompe uma estatal

Retrocessos na prevenção da corrupção e de conflitos de interesse



Jabutis são répteis domesticáveis de porte pequeno, com patas curtas e sem garras. Não sobem em árvores. Por isso, se forem vistos no topo de uma, tenha certeza que alguém os colocou lá. No contexto legislativo, esse conhecido (e cômico) ditado popular é utilizado por parlamentares para ilustrar a inclusão em projetos de lei de disposições que são alheias ao mérito em questão com o intuito de, sorrateiramente, aprovar ajustes legais sem o necessário debate público.
O jabuti da vez é o artigo 54, inciso IX, do PL 6.621/2017 da Câmara dos Deputados. O projeto de lei, votado e aprovado na última semana, em Comissão Especial, tinha o objetivo de ajustar diretrizes aplicáveis às agências reguladoras no país. Entretanto, por proposta do deputado José Carlos Araújo (PR/BA), o projeto de lei foi utilizado para abrigar dispositivo completamente distante de seu mérito que altera a Lei das Estatais (13.303/2016) e permite que apadrinhados políticos sejam indicados para composição da alta gestão das empresas estatais brasileiras.


Não é a primeira vez que se tenta recuar na profissionalização da gestão das estatais por meio de jabutis. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o deputado Paulo Azi (DEM/BA) consultou o Palácio do Planalto, em março deste ano, sobre a conveniência de incluir item similar no projeto de lei 2.724/2015, que tratava da modernização do setor de turismo
1.

Jabutis, como se nota, são também insistentes e avessos à luz. A proposta do deputado José Carlos Araújo já havia sido anteriormente rejeitada pelo relator do PL 6.621/2017, o deputado Danilo Forte (PSDB/CE), que a considerou “inadequada” e fora do escopo daquele projeto. Voltou como destaque e foi aprovada simbolicamente, ou seja, sem votação nominal. Isso tudo longe dos holofotes, quando já anoitecia em Brasília. Segue agora direto para o Senado, sem passar pelo escrutínio do Plenário. As tentativas são tantas que a sociedade civil deve se manter vigilante 24 horas por dia para evitar retrocessos.
A Lei das Estatais promove um importante avanço na profissionalização da gestão das empresas estatais no Brasil e no combate à corrupção. Trouxe às empresas estatais diversas práticas internacionais de boa gestão e de prevenção à corrupção, incluindo recomendações feitas por entidades como a OCDE2 e a Transparência Internacional3. Uma delas foi a restrição de nomeações políticas para composição de seus conselhos de administração e diretoria. Determinou que estas cadeiras somente poderiam ser ocupadas por indivíduos com experiência na área de atuação da empresa e que não possuíssem um possível conflito de interesse para desempenhar a função em razão de suas atividades pregressas ou relações familiares.
Especificamente com relação à prevenção de conflitos de interesses, a Lei das Estatais prevê que não podem ser indicados para composição da alta liderança de estatais aquelas pessoas que tenham atuado, em seus últimos três anos, em estruturas partidárias ou campanhas políticas. Também não podem ser nomeados parentes de servidores públicos do alto escalão (como Ministros e Secretários) ou de dirigentes de partidos políticos.
A lógica das vedações é dar independência às estatais, evitando que seus altos líderes utilizem de suas posições para subverter a finalidade das empresas em benefício de interesses pessoais ou políticos, como os escândalos recentes de corrupção demonstraram ser muito mais comum que o imaginado. O afrouxamento destes dispositivos é extremamente nocivo à boa gestão das estatais no Brasil e pode trazer de volta um dos maiores riscos de corrupção nestas empresas.
Não é tarde, entretanto, para derrubar esse jabuti. O PL 6.621/2017 ainda pode ser alvo de recurso, que forçaria o debate no plenário da Câmara, oferecendo chance para os defensores da Lei das Estatais. Para ajudar a subsidiar esse recurso, a Transparência Internacional preparou uma nota técnica com este propósito.
A corrupção contra-ataca, mas ainda há tempo de evitar o retrocesso. A sociedade não pode aceitar que seus representantes subvertam avanços de forma sorrateira, sobretudo em áreas que comprovadamente foram utilizadas para abrigar esquemas de corrupção nas últimas décadas. A população também precisa lutar para que novos avanços ocorram e a Lei das Estatais saia fortalecida e aprimorada. Entre as Novas Medidas contra a Corrupção, há, inclusive, proposta que avança neste sentido4.
Quando andar pelas casas legislativas brasileiras, fique atento às copas das árvores. Não faltam jabutis arboristas.

Publicação original em: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/com-quantos-jabutis-se-corrompe-uma-estatal-20072018 

domingo, 22 de julho de 2018

BNY Mellon - Onde estão nossas aposentadorias?

BNY Mellon - Onde estão nossas aposentadorias?

BNY Mellon - Onde estão nossas aposentadorias?

BNY Mellon - Onde estão nossas aposentadorias?


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Mensagem do IBGC: Ameaça à Lei das Estatais

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), na defesa das melhores práticas de governança corporativa, repudia qualquer tentativa de supressão do que representa um dos mais importantes avanços trazidos pela Lei 13.303/2016 (Lei das Estatais): a blindagem de empresas públicas e de sociedades de economia mista contra interferências de cunho político-partidário.

A tentativa, na Câmara de Deputados, de retirada do veto à indicação de agentes políticos – claramente conflitados – aos assentos de conselhos de administração e diretorias de empresas estatais é um duro golpe contra a independência e os interesses públicos que devem pautar a atuação dessas organizações.

O uso do projeto de lei 6.621/2016, que trata de agências reguladoras, para esse possível desmanche da Lei das Estatais, além de atentar contra a boa técnica legislativa e o bom senso, demonstra um preocupante descompasso entre os interesses dos parlamentares e os apelos da sociedade civil por um Estado mais eficiente e íntegro.

O IBGC roga ao Congresso que reverta essa decisão de forma inequívoca.

16/07/2018

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Veja ainda a entrevista de Richard Blanchet, membro do Conselho Administrativo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a respeito do tema:


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Respeito

Neste 17 de julho, em diversas capitais brasileiras, participantes do POSTALIS se reuniram para protestar contra a situação de seu fundo de previdência. O movimento mostra que os participantes cansaram de continuar pagando uma conta cada vez mais salgada enquanto se quedam silentes os diversos atores que, por seus atos ou omissões, provocaram os prejuízos ao patrimônio do instituto a longo dos anos. 

Governo Federal, Correios, PREVIC e Banco BNY Mellon estão sendo convocados ao palco nas faixas de protesto, para explicarem "Cadê o dinheiro que estava no POSTALIS?"

É lamentável ver que pessoas idosas, que contribuíram durante toda uma vida para um plano de previdência privada se vejam agora completamente desprotegidas porque o patrimônio de seu fundo foi sistematicamente desviado para aplicações completamente inadmissíveis, que redundaram em prejuízos de até 100% do que foi aplicado. 

Qual a responsabilidade nesse quadro do Governo Federal, que indica os dirigentes dos Correios, os quais, por sua vez, escolhem os dirigentes do POSTALIS, que são as pessoas que decidem onde investir os recursos?

Qual a responsabilidade do BNY Mellon, que manteve durante muito tempo a quase exclusividade na administração dos fundos do POSTALIS, cobrando polpudas comissões,  e que, por força de cláusula contratual, deveria ter cuidado da saúde das aplicações feitas, mas fez vista grossa para todo tipo de armação possível, como ficou demonstrado na CPI dos Fundos de Pensão?

Qual a responsabilidade da PREVIC, que nada fez enquanto as quadrilhas instaladas na direção do POSTALIS desviavam recursos e só muitos anos depois "acordou" e passou a aplicar as modestas multas previstas em lei nos então ex-dirigentes?

A responsabilidade dessa conta que está sendo apresentada aos trabalhadores para ser dividida, a qual, no caso do fundo BD, significa a eliminação quase completa dos benefícios, não é só injusta, é também imoral, porque do lado de quem se beneficiou com os desvios estão banqueiros, políticos e empresários, enquanto que, do lado dos prejudicados, estão pessoas idosas, que em nada contribuíram para esse estado de coisas.

Que tal perceber que durante quase 40 anos as contribuições que lhe foram descontadas no contracheque e que representavam uma parte importante de sua remuneração simplesmente sumiram, desviados por esses criminosos de colarinho branco? 

Pois é assim que se sentem as pessoas que estão na foto, a maioria das quais conheço pessoalmente, a ponto de saber que tiveram que fazer sacrifícios pessoais para estarem presentes nesse ato.

É por respeito que clamam! Não pedem ajuda; pedem justiça! 

Merecem atenção.