sexta-feira, 5 de maio de 2017

Consumidores preferem propaganda offline

"Cerca de 75% dos entrevistados afirmam gostar, achar divertido e não se incomodar com a publicidade offline. Se tratando dos anúncios online, esse número é de 61%. Isso demonstrou uma positividade desses consumidores em relação a publicidade em plataformas tradicionais."

Matéria que recebi hoje de uma colega, sobre resultados de pesquisa da Kantar Media, mostra que os consumidores recebem bem a propaganda offline, que abrange também os envios de publicidade via Correios.

Para ler a matéria completa, basta acessar o seguinte link.

Despesas e Prejuízos são coisas distintas

Na Wikipédia temos o seguinte sobre PREJUÍZO:
"Prejuízo financeiro ocorre quando alguém ou alguma instituição gasta mais do que arrecada.
Em contabilidade, o prejuízo é o oposto do lucro. Ambos são saldos na conta denominada "resultados" ou "lucros e perdas", que podem ocorrer ao final do exercício (em geral, um período de doze meses)."

Um colega me alertou hoje sobre um tipo de abordagem conceitualmente incorreta que tem sido utilizada com alguma frequência nas comunicações oficiais da Empresa. Isso, de fato, tem me incomodado porque pode induzir as pessoas, especialmente as que estão fora do ambiente da Empresa, a erro de avaliação.

O exemplo citado pelo colega e extraído de uma informação distribuída aos trabalhadores foi o seguinte:
"A paralisação apenas torna mais grave a atual situação financeira dos Correios — nos últimos dois anos, a empresa apresentou prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões, sendo que 65% desse total correspondem a despesas de pessoal."

A frase mistura indevidamente conceitos, quando parece tratar como resultado o que é despesa. E, ainda que a intenção de quem escreveu possa ter sido outra, a frase está errada e pode induzir mesmo os leitores a erro de avaliação.

Despesas com pessoal, com transportes, com comissões pagas a franqueados, por exemplo, são expressivas nos Correios porque a Empresa é uma grande organização, com milhões de operações sendo realizadas a cada dia. Essas despesas, porém, devem ser vistas como o que são de fato - despesas - e não como prejuízo, que é, conceitualmente, um resultado negativo na relação entre receitas, custos e despesas.

A avaliação de prejuízos de uma organização passa, necessariamente, pela determinação de suas causas e não pela citação pura e simples de uma ou outra despesa. Algumas despesas, embora expressivas, podem, inclusive, nada ter a ver com os prejuízos incorridos.

Obviamente, um plano de recuperação terá que abranger todas as principais despesas e ter ações específicas para cada uma delas. Mas, num contexto assim de prejuízo financeiro, é ainda mais importante que não se misturem conceitos, que se tenha um bom diagnóstico de causas e que se construa um plano de recuperação consistente, sem equívocos ou interpretações incorretas, que só confundem as pessoas.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Liderança


Recebi hoje de um colega a mensagem que reproduzo a seguir, tratando do tema "liderança".

Boa Leitura !




"Algo que aprendi é que precisamos trabalhar com o "barro que temos".
Imagine um técnico de futebol, contratado, a peso de ouro, para tirar o time da "lanterna" do campeonato. Será que ele produzirá o resultado esperado negando, publicamente, a capacidade técnica dos jogadores, desqualificando-os, humilhando-os? Situação análoga poderia ocorrer em uma orquestra ou, em qualquer organização formada por pessoas, como é o caso da ECT.

Diante do quadro que conhecemos, elaborei o presente texto recordando as lições de Oscar Motomura, ao nos indicar os papéis a serem desempenhados por líderes que sabem fazer a diferença diante de desafios conjunturais severos, como os que hoje são enfrentados pela Empresa.

O líder deve ser:
Estadista, capaz de "enxergar" além de seu próprio tempo;
Educador, capaz de forjar seus sucessores;
Integrador, capaz de unir;
Visionário, capaz de oferecer uma direção clara e sustentável;
Cientista, capaz de equacionar os temas estratégicos;
Diplomata e Pacificador, capaz de harmonizar interesses;
Transformador, capaz de provocar transformações culturais;
Estrategista, capaz de guiar a organização na direção do "impossível";
Energizador, capaz de motivar fazendo com que todos atuem dando o melhor de si;
Empreendedor, capaz de otimizar resultados a partir da habilidade de "fazer acontecer";
Um exemplo, capaz de atuar como referência (em competência, caráter e atitude).

Em suma, para evoluir, sobretudo em contextos de crises, sobretudo quando estas crises foram estabelecidas fora de seu ambiente, uma organização necessita de uma liderança inspiradora, disposta a trabalhar com o time que está disponível."

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Qualidade

A ótima imagem que os Correios ainda têm junto à população em geral se deve, principalmente, a uma história de serviços prestados com qualidade, moldada a partir da visão de que, com liderança, disciplina e boa infraestrutura, era possível ter um serviço postal eficaz no Brasil.

Para materializar essa visão, decisões relevantes foram tomadas ao longo do tempo. Uma das mais importantes foi a montagem de uma rede aérea que funcionava à noite, inicialmente aproveitando aviões que, durante o dia, transportavam passageiros. Assim, enquanto as pessoas dormiam, as correspondências e encomendas expressas cruzavam o país, para serem entregues no dia seguinte, surpreendendo alguns clientes que chegavam a se espantar com tamanha velocidade operacional.

O tempo foi passando, a tecnologia evoluindo e as necessidades e expectativas dos clientes se modificando. A internet trouxe a comunicação e o comércio para a velocidade de tempo real. O transporte aéreo brasileiro tem hoje dimensões bem diferentes das que tinha há 35 anos atrás, quando nasceu o SEDEX, assim como o comércio eletrônico tem dimensões completamente distintas do reembolso postal, seu precursor.

Essa evolução do mercado acrescentou outros desafios novos para os Correios, como a informação mais atualizada de rastreamento das encomendas, disponível na internet e em smartphones, mais máquinas, para tratar as milhões de encomendas que passaram a transitar diariamente pelos maiores centros operacionais, mais veículos para entrega e também mais trabalhadores para tratar e entregar as encomendas.

Operar toda essa infraestrutura de maneira eficaz e manter a qualidade é um grande desafio, que tem sido enfrentado a cada dia pelos técnicos dos Correios. Na atualidade, a falta de recursos, de pessoas ou de infraestrutura muitas vezes impedem que se ofereça aos clientes o nível de serviço que os trabalhadores dos Correios gostariam de oferecer. Mas não deve restar dúvida de que, se dependesse apenas deles, os clientes teriam sempre um serviço irrepreensível sob todos os aspectos, pois a qualidade faz parte do DNA postal, desde que a Empresa foi criada.

Legislação Postal

Em algumas oportunidades, se menciona que a legislação postal brasileira é desatualizada, pois remonta a 1978. Mostraremos que, do ponto de vista da Empresa, isso não corresponde à realidade.

Embora as duas principais peças da legislação vigente - o Decreto-Lei nº 509/69 e a Lei 6.538/78 - tenham sido originalmente colocados em vigor em 1969 e 1978, sofreram uma série de aperfeiçoamentos ao longo do tempo, sendo o mais importante e recente deles a Lei nº 12.490/11, sobre a qual discorremos a seguir.

A Lei nº 12.490/11 surgiu de uma iniciativa do Governo Federal que instituiu um Grupo de Trabalho Interministerial para analisar a situação dos Correios e propor iniciativas de melhoria. Ao longo do trabalho do GTI, entre 2008 e 2011, a situação da Empresa foi esmiuçada e se mapeou os principais entraves ao desenvolvimento da organização. Participaram dos trabalhos, além dos Correios, o Ministério das Comunicações - que liderava o GTI, a Casa Civil, o Ministério do Planejamento e o Ministério da Fazenda.

A MP-532/2011, posteriormente transformada na Lei nº 12.490/11, procurou responder à questão original que motivou a criação do GTI e atualizou, no que importava, o Decreto-Lei nº 509/69, de forma que os Correios encontram hoje na legislação o respaldo necessário para se desenvolverem como organização postal moderna e competitiva.

O que se faz necessário é que as direções da Empresa tenham competência para aproveitar as inúmeras oportunidades de desenvolvimento empresarial que a legislação trouxe. E que o Governo Federal não atue em sentido inverso, como fêz sistematicamente num governo passado o Tesouro Nacional, colocando obstáculos às iniciativas de expansão empresarial, removendo os recursos que a Empresa dispunha para isso e também congelando tarifas.

Não procede, portanto, a afirmativa de que a Empresa precisa de atualização da legislação postal. Isso, do ponto de vista da Empresa, não é verdade. O que precisamos nos Correios é de dirigentes competentes, que entendam profundamente de nossos negócios e de nossas operação, e de um governo que compreenda a importância geopolítica e estratégica de se ter no Brasil uma sólida empresa de correios.  

domingo, 30 de abril de 2017

Carta do Conselheiro - 30/04/2017

Encaminhamos aos ecetistas Carta do Conselheiro, com uma síntese das principais postagens feitas recentemente no blog, as quais objetivaram contextualizar algumas questões que, em nossa avaliação, têm sido abordadas de forma equivocada em determinados fóruns.

sábado, 29 de abril de 2017

Cartas Pessoais e Comerciais

É relativamente comum pessoas que não conhecem os negócios e a história dos Correios mencionarem o fato de não receberem ou enviarem cartas pessoais há muito tempo como uma indicação de declínio dos negócios postais tradicionais. Isso não corresponde exatamente à verdade como veremos a seguir.

Primeiramente é necessário observar que o percentual de cartas pessoais no volume total de postagens é pouco expressivo há décadas. Mesmo antes da popularização do e-mail e do celular, ainda no século passado, as cartas pessoais já eram raras no tráfego postal. Estimávamos esse percentual em menos de 5%, mas a prática nos mostrava que esse número já era bem menor.

Por outro lado, o tráfego total de cartas cresceu continuamente nesse período, devido a vários fatores, incluindo o próprio desenvolvimento do país, o aumento das bases de assinantes de serviços de telefonia, de portadores de cartões de crédito etc.

Mais recentemente, em função principalmente da situação da economia, esse volume passou a sinalizar uma inflexão. Certamente, contribuiu para isso também o efeito da substituição tecnológica, que existe mas tem sua dimensão, pois há muitos clientes que preferem ainda receber seus extratos e contas em papel, a ponto de, quando isso não acontece, imprimirem esses documentos.

Este fato de os clientes enxergarem valor na comunicação em papel não deve, porém, impedir os Correios de explorarem também outras formas de comunicação, de natureza eletrônica ou híbrida, a exemplo do que já era feito há muito tempo como o telegrama. Como terceira parte confiável bem conhecida, os Correios têm naturalmente a possibilidade de oferecer outras maneiras de as empresas e clientes se comunicarem, sabendo que contarão com o sigilo e a segurança tradicionais.

E, quanto às cartas pessoais, imagino que a sua raridade seja uma interessante oportunidade para quem quiser causar um grande impacto, o que dificilmente conseguiria com um e-mail, SMS ou mensagem instantânea, recebidos hoje às centenas pelas pessoas. Que tal tentar?

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O desafio do comércio eletrônico para os Correios

Na virada do século, os Correios já haviam conseguido construir no país um serviço expresso que ocupava, com larga margem de vantagem, a posição de líder de mercado. A existência de uma rede aérea integrando os principais polos do país e a tradição de qualidade que caracterizavam os Correios foram decisivos para o estabelecimento dessa liderança, com o SEDEX.

Mas a internet, com suas startups que prometiam revolucionar todos os processos tradicionais, deixando para trás as organizações tradicionais de "tijolo e cimento", desafiava os Correios a mostrar se teria ou não punch para continuar no jogo, agora sob novas regras. Tecnologia, preços competitivos e agilidade decisória se impunham. E a resposta veio rápida e objetiva, com a criação do e-Sedex.

Com o novo serviço, baseado no SEDEX mas com atributos desenhados para se ajustar à nova onda do comércio eletrônico, os Correios se reposicionaram e mantiveram a liderança nas entregas. O PAC, serviço de encomendas não expressas, e o próprio SEDEX completavam o portfólio de serviços de encomendas oferecidos aos clientes.

O crescimento e a diversificação do comércio eletrônico nos anos que se seguiram trouxeram mudanças de contexto importantes, que demandaram atenção e ajustes estratégicos das empresas envolvidas nessas operações. Surgiram e se consolidaram marketplaces, houve diversas fusões e aquisições no setor, e a concorrência pela entrega das encomendas nunca deixou de estar presente, ocorrendo sempre à sombra dos movimentos feitos pelos Correios.

A existência de um serviço expresso de encomendas abrangente e econômico foi fundamental para o desenvolvimento do comércio eletrônico no país, impulsionando a criação de milhares de empregos em toda a cadeia produtiva envolvida.

Este é um dos exemplos de como uma empresa com atuação nacional pode ser importante para a economia do País, ao prover infraestrutura básica para a realização de negócios.

Uma decisão que cria um grave risco estratégico para os Correios

Ao longo de minha carreira na Empresa, já passei por situações difíceis, criadas por decisões atrapalhadas de dirigentes que não tinham a dimensão da organização e nem o respeito necessário com as pessoas. Presenciei, por exemplo, a abrupta extinção da Diretoria Regional de Ribeirão Preto, na ocasião uma das duas melhores nos indicadores de qualidade. Decisão estrategicamente errada e extremamente mal implementada, principalmente porque feita às pressas, para tentar mostrar resultados de curto prazo. Entre outros efeitos ruins, a decisão eliminou do mapa as melhores referências de qualidade que havia na Empresa. 

Infelizmente, a história prossegue seu curso e os erros vão se repetindo, como ocorre agora com a decisão de transferir abruptamente centenas de trabalhadores da área administrativa para a área operacional, como se todos esses trabalhadores estivessem sobrando em seus órgãos.

Se a área operacional precisa de reforço em suas estruturas, o que deve realmente ocorrer em muitas situações, inclusive porque a direção suspendeu a realização de concurso público há vários anos, essa necessidade precisaria ser previamente bem dimensionada, de forma que se buscasse o reforço necessário e adequado. Não adianta deslocar um administrador que está fazendo um trabalho importante de suporte administrativo de seu órgão de origem para um outro, na área operacional, que precisa, na verdade, de reforço em seu quadro de Operadores de Triagem e Transbordo (OTTs).

Medidas mal planejadas e deliberadas sem a adequada fundamentação colocam em sério risco uma organização do porte e da importância dos Correios, e, da mesma forma que aconteceu por ocasião da extinção de DRs realizada na década de 90, cobram um alto preço em seguida.

Por esta razão, reafirmo aos colegas minha total contrariedade com esta decisão que, se implementada, afetará seriamente a carreira e a vida de centenas de trabalhadores, além de colocar em gravíssimo risco o próprio funcionamento da Empresa.

PL-06051/2013 dependerá de aprovação em Plenário


Como o parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados foi contrário à aprovação do Projeto de Lei nº 06051/2013, a aprovação do mesmo dependerá agora de votação em Plenário. Se as comissões que o apreciam votassem todas a favor, o projeto seria aprovado nas próprias comissões.

O PL-06051/2013 busca suprimir a disposição da Lei nº 12.353/10 que veda a participação do membro eleito pelos trabalhadores para o conselho de administração em alguns temas, conforme transcrito a seguir:

" § 3o  Sem prejuízo da vedação aos administradores de intervirem em qualquer operação social em que tiverem interesse conflitante com o da empresa, o conselheiro de administração representante dos empregados não participará das discussões e deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive matérias de previdência complementar e assistenciais, hipóteses em que fica configurado o conflito de interesse. " (grifo nosso)

O parecer da Comissão pode ser lido no seguinte link.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Transferência em massa de trabalhadores de áreas administrativas para operacionais

Recebi nesta semana inúmeros contatos de colegas preocupados com uma decisão da direção da Empresa, que transferia sumariamente centenas de pessoas de áreas administrativas para operacionais.
A forma atropelada, inadequada e intempestiva com que a decisão foi comunicada se somou à própria inconsistência da decisão em si, posto que um eventual processo desse tipo e com essas proporções deveria ser precedido de estudos e decisões estratégicas em todas as alçadas, incluindo o próprio Conselho de Administração, o que não ocorreu.
Diante disso, além do envio de comunicação ao Presidente da Empresa solicitando os estudos técnicos e jurídicos que precederam tal decisão, estou comunicando ao colegiado hoje minha preocupação com os riscos estratégicos que tal medida está trazendo para a Empresa.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O charme da comunicação em papel

Em 1996, com a aceleração da chegada da internet aos lares e empresas brasileiras, muitos indagavam o que seria dos Correios, já que o e-mail se apresentava como um sucedâneo bem mais conveniente e econômico. Antes disso, na década de 1980, a mesma coisa acontecera, quando da chegada do FAX.

A resposta dos Correios veio rápido - em vez de se colocar contra a nova tecnologia que chegava, a Empresa buscou agregar valor a seus serviços, incorporando a novidade. Nasceram assim, já em 1997, a carta e e telegrama via internet. Os correios brasileiros foram o primeiro do mundo a levar o telegrama para a internet e o segundo a fazer isso com a carta (por uma semana de diferença do pioneiro, que foi o correio do Uruguai). 

Além disso, os Correios continuaram investindo em melhorias de seus serviços, diversificaram seu portfólio de serviços de carta voltados a empresas, aprimoraram os serviços de mala direta e desenvolveram serviços híbridos, de forma que a comunicação em papel continuou bem relevante ao longo de todos esses anos.

Mesmo a falsa alegação de que a correspondência em papel significava a destruição de florestas não esmoreceu a utilização da comunicação impressa, muito mais conveniente para um grande número de clientes. Na verdade, o processo de reflorestamento não só gera empregos mas é também benéfico para o meio ambiente, como pode ser facilmente constatado lendo a respeito.

A utilização da comunicação em papel diminuirá com o tempo? Sim, isso ocorrerá no Brasil, como já vem acontecendo em várias partes do mundo. Mas não se trata em absoluto de algo que vá tornar obsoletos de um dia para o outro os serviços baseados na comunicação em papel. Pelo contrário, em algumas situações, tais serviços terão até um diferencial importante a ser explorado, notadamente no que se refere ao marketing direto. O contato táctil e visual com uma peça bem impressa em papel tem seu apelo e seu charme, os quais continuarão agradando a muitos por um bom tempo.

E a pesquisa abaixo transcrita mostra como mesmo os millennials vêm com simpatia a mala direta.

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Pesquisa: mala direta ainda é um fantástico canal de engajamento



Se você achava que a tecnologia digital matou completamente a boa e velha mala direta, pense de novo. Pelo contrário, as novas tecnologias estão permitindo que o uso cada vez mais inteligente dos dados crie ações e campanhas mais precisas, mais personalizadas, mais eficientes e mais relevantes. Durante o Engagement Marketing Executive Symposium, da Ricoh, realizado em Boulder, Colorado, no final do ano passado, Jeff Hayes, diretor da consultoria InfoTrends, compartilhou os dados oleados em uma pesquisa sobre uso de mala direta pelos consumidores. O estudo ofereceu prova positiva de que os millennials - surpresa! -- gostam dos impressos. 23% dos entrevistados preferem receber e-mails sobre uma oferta, mas 33% disseram preferir uma mala direta - na faixa entre 18-24 anos, os números foram 36% e 38% respectivamente. O interesse dos millennials por malas diretas foram também evidentes em outra questão: "o que é mais eficaz para fazer você tomar uma decisão?” 28% apontaram mala direta, 20% e-mail - millennials: 30% mala direta, 24% e-mail. Fonte: Direct Marketing News
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A comunicação em papel tem, portanto, sua importância e sua relevância para os clientes, as quais devem ser valorizadas pelos integrantes dessa indústria, entre os quais estão os diversos correios do mundo, que transportam e entregam milhões de objetos diariamente. 

sábado, 22 de abril de 2017

Serviço Público Profissional Já!

Em artigo na revista Veja desta semana (edição 2527), Maílson da Nóbrega trata novamente da importância da profissionalização do serviço público, um tema que tem merecido cada vez mais atenção no país.

Regras impessoais para escolha de dirigentes vão se mostrando indispensáveis para o governo como um todo e para as estatais em especial.

Vale a pena a leitura!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Das causas da crise à solução

A pressão decorrente dos balanços negativos dos Correios tem levado autoridades e executivos da organização a formularem abordagens com as quais não concordamos, para explicar a "crise" por que passa a Empresa. Nesta postagem, trataremos de algumas dessas abordagens e apresentaremos nossa opinião a respeito.

- Monopólio e seus efeitos - A primeira afirmação falaciosa, largamente utilizada em discursos, menciona que os serviços monopolizados vêm tendo queda acentuada. Bastaria, porém, que se observasse um simples gráfico correlacionando as receitas de serviços monopolizados com o PIB nos últimos anos para ver que essa "acentuada queda" ainda não aconteceu no Brasil. Ao trazer o tema da forma como tem ocorrido, de forma inconsequente, essas pessoas passam para o mercado uma falsa impressão de acentuada queda de negócios, levando clientes a se preocuparem desnecessariamente. Exemplo disso foi a recente decisão do MEC de anunciar que buscava uma alternativa "B" para sua operação com o ENEM "devido aos problemas enfrentados pelos Correios", algo bem inusitado já que o MEC e os Correios desenvolvem com sucesso há anos a maior operação logística do mundo, que é a distribuição de livros didáticos no país. Mas quando lideranças da Empresa propagam notícias negativas e apregoam que a organização vai muito mal, os clientes acabam acreditando nisso e a profecia pode, aos poucos, se auto-realizar.

- Prejuízos contábeis - Os prejuízos contábeis são atribuídos a vários fatores, sendo o preferido deles o custo do plano de saúde. Ao fazer isso, não se menciona que os benefícios do plano de saúde são os mesmos na Empresa há vários anos; o que mudou foi apenas a criação de uma entidade para gerir esse plano, com a promessa de reduzir custos, o que nunca se confirmou. Não se menciona que desde o início e até o momento presente, cargos foram ali distribuídos entre apadrinhados políticos dos diversos partidos que passaram pela direção da Empresa, como PT, PDT e PSD, não só onerando desnecessariamente a folha de pagamento, mas também desprofissionalizando a operação. A pergunta óbvia é por que essa entidade ainda existe? Ou ainda por que continuam colocando apadrinhados políticos em vez de profissionalizar a gestão da empresa, de cima em baixo?
Ao focar o custo do plano de saúde da Empresa, como irresponsavelmente vêm fazendo, os dirigentes deixam de abordar as causas mais determinantes desses prejuízos ou então as relegam a segundo plano, induzindo os menos avisados a erro de avaliação.
Ao tratar de prejuízos, seria fundamental que se mencionasse, inicialmente, que as mudanças contábeis impostas pela alteração de legislação relacionada ao pós-emprego trouxeram um impacto significativo para muitas empresas com grandes quadros de trabalhadores, o qual, no caso dos Correios, supera, em mais de 50%, o maior lucro já registrado na história da organização. É isso mesmo! O impacto dos provisionamentos e contabilizações do pós-emprego nos Correios supera anualmente a cifra de R$ 1,5 bilhão, quando o maior lucro já registrado esteve na ordem de R$ 1 bilhão.
Sozinha, portanto, essa mudança contábil já explicaria a inversão de resultados dos Correios, de positivo para negativo. Sem entrar no mérito da necessidade ou da importância desse ajuste contábil para dar mais assertividade às demonstrações, é, porém, absolutamente necessário que seja percebida como a maior causa da inflexão havida nos resultados dos Correios, a partir de 2014. 
Mas há outras causas relevantes a considerar após essa.
A descapitalização decorrente de retiradas excessivas de dividendos é outra causa relevante, porque impactou sensivelmente os resultados de aplicações financeiras que a organização vinha auferindo, os quais complementavam os resultados gerais. Perto de R$ 4 bilhões aplicados no mercado financeiro atenuariam bastante a situação atual. E foi isso que o Governo Federal retirou dos Correios além dos 25% mínimos previstos em lei - entre 2000 e 2012, foram recolhidos da Empresa R$ 8,8 bilhões de dividendos, em valores atualizados.
O represamento tarifário por dois anos, desnecessariamente promovido nos Correios por decisão do Ministério da Fazenda, completa o quadro. Reduziu em cerca de R$ 800 milhões as receitas da Empresa.
Somadas essas três causas, se chega a boa parte do déficit hoje registrado nos Correios.
Uma abordagem realista e honesta da situação deveria, portanto, passar primeiramente por essas causas, explicando as razões e os impactos de cada uma delas no resultado final. E passaria também por esclarecer porque tais causas não são enfrentadas diretamente, ou seja, por que o Governo Federal não pode capitalizar em nada os Correios, restituindo à organização pelo menos parte do que levou além do previsto em lei? Haveria, por acaso, uma intenção pré-definida do Governo Federal de abrir capital ou privatizar a Empresa escondida por trás do discurso de "tudo vai mal"?  

Solução - Dizem, popularmente, que uma nova direção que não sabe o que fazer contrata uma consultoria e reestrutura a empresa, pois dá assim a impressão de estar trabalhando. Não concordo integralmente com este dito, mas penso que os desafios da Empresa vão muito além de fazer isso. E o primeiro e grande desafio é mesmo buscar o equilíbrio econômico-financeiro, sem artifícios e  reconhecendo claramente as causas que nos levaram a esse desequilíbrio. Ou seja, não há que se falar em queda acentuada de negócios de monopólio, porque isso não aconteceu, nem em passar a ideia de que a situação foi criada por inviabilidade do plano de saúde existente, porque isso também não é verdade, e menos ainda que a solução terá que vir pela demissão de trabalhadores ou pelo fechamento em larga escala de agências, porque não precisa ser assim. Também não há que se falar em privatização, porque a sociedade não demanda isso, mas sim um serviço postal de qualidade, com preços acessíveis.
A solução passa simplesmente pela profissionalização da gestão, por ter no comando da organização e nos postos de chefia em todos os níveis pessoas com o perfil, as qualificações e o desempenho adequados, algo já previsto até em lei e que começa a ser adotado em outras empresas, como a Petrobras e a Embrapa.
Uma gestão competente saberia valorizar os inúmeros atributos positivos da organização e não lançaria dúvidas sobre eles. Saberia aproveitar integralmente os trabalhadores concursados, enfrentaria os desafios com eles e jamais cogitaria demiti-los "para aliviar o caixa". Trataria a rede de agências como um ativo importante, a ser permanentemente aperfeiçoado e rentabilizado, e não como algo a ser simplesmente desmontado, sob a alegação de que o serviço postal é desnecessário naquela região ou ainda que uma operação terceirizada é melhor. Adotaria medidas efetivas para buscar a alavancagem dos negócios, o aumento de receitas e o resgate da qualidade operacional. Tomaria decisões com visão técnica de médio e longo prazos, sem atropelos, sem interferências de razões políticas, mas também sem descuidar das situações mais emergentes. E, com o engajamento da força de trabalho, recolocaria rapidamente a Empresa no patamar de excelência de serviços em que já esteve, sem sobressaltos. 
É simples!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Partido político continua a nomear diretor de estatal

A nomeação de dirigentes a partir de indicações de partidos políticas continua acontecendo no país, apesar de a Lei nº 13.303/16 prever o contrário.

A matéria do Jornal Valor , que contém manifestação nossa sobre o tema, pode ser lida no link a seguir.
http://www.valor.com.br/politica/4929074/lei-nao-altera-o-loteamento-politico-de-estatais